19/09/2013

Satsang do Coletivo do Um - Questão IV

"A Eternidade não está absolutamente interessada pelo início nem pelo fim". 


- Satsang do Coletivo do Um - 


Por Alta
11.09.2013
- Questão IV -


Olá!

Além do A.D., de vocês, eu não sei de ninguém com quem compartilhar meus sentimentos, minhas vivências: o meu corpo parece flutuar na meditação e dançar, mas sem o apelo de Maria, nenhum contato com uma Estrela ou outra...
É tarde demais? 
E tentar, apesar de tudo, não me sentir culpada e não ficar triste... Difícil!... 
Obrigada por me ajudar!
Marie Jo B. 

Resposta de ALTA

Então, a primeira coisa a destacar, o mais importante, no final, é o apelo de Maria?

 É o fato de se comunicar, de encontrar, realmente, as outras dimensões? 

O importante está na natureza humana, de querer dialogar, de querer comunicar-se sobre o que é vivenciado, simplesmente pela alegria de compartilhar, ou ainda, e esse é muitas vezes o caso, de comparar?

Mas, cada um é diferente, não pode ali haver comparação possível. 

Há pessoas, e as experiências são inumeráveis, as descrições e os livros de testemunhos também, que, sem passar pela Vibração, sem passar pelos mecanismos Vibrais que correspondem tanto à Kundalini, como aos chakras que se abrem, como aos encontros nos planos sutis, vivem, contudo, este acesso ao Absoluto. 

Então, eu responderei que, aí também, cada um vai viver, à sua maneira, os processos de interface da consciência que lhes são próprios, mesmo se houver um quadro comum, mesmo se houver circuitos específicos, mas, ainda uma vez, tudo isso, em última análise, todas essas manifestações, quaisquer que sejam, mesmo as mais maravilhosas, quer sejam as viagens no Estado de Ser, quer seja o encontro com outras esferas dimensionais, em outras dimensões, voltamos sempre ao essencial.

 O essencial é reconhecer o que nós somos. 

Naturalmente, enquanto nós não tivermos nos reconhecido, existe a pergunta, um conjunto de perguntas. 

Por que será que eu vivo isso mais do que aquilo, por que será que eu ouvi o apelo de Maria, ou, por que será que eu não ouvi o apelo de Maria. 

A culpabilidade apenas virá, sempre, do ego. 

Lembrem-se de que a maior chave, naquele nível, é realmente a Humildade, mas não a humildade nas condutas da vida comum, mas a Humildade no sentido mais nobre, ou seja, conceber-se como o menor, aqui embaixo, mas, ao mesmo tempo, e isso implica nisso, em ser tudo em todas as dimensões e, portanto, a expressão será, acima de tudo, a Paz e a Alegria.

Esta espécie de equanimidade que faz com que, sejam quais forem as circunstâncias deste corpo, a idade, a condição física, o pensamento, seja o que for que tivermos que reagir na vida comum, a consciência não possa mais viver isso da mesma maneira. 

Não há mais implicação, não há mais reação, há simplesmente participação no que é considerado como um jogo, que começou um dia e que irá terminar num outro dia. 

Mas a Eternidade não está absolutamente interessada pelo início nem pelo fim. 

Então, ao invés de se sentirem culpados pelo fato de não terem vivenciado o apelo de Maria, de uma Estrela, ou de qualquer coisa, ou de qualquer outra coisa, tentem observar mais o que se desenrola quando justamente vocês abandonam a culpa, a ideia de estarem atrasados, o pensamento de não mais ali chegarem, porque todas as ideias, todos os pensamentos apenas poderão vir, em última análise, do que é limitado.

Mudar de ponto de vista, aí também, não é simplesmente uma mudança de ponto de vista de ideia ou de pensamento, mas é realmente aceitar um outro posicionamento da consciência, que é natural, uma vez mais, que é espontâneo, de deixar viver as manifestações, ou as não manifestações, quer sejam de outros seres, ou de outras dimensões, quer seja isso sobre o que a atenção devia ser levada durante certo tempo.

 E encontramos a mesma coisa em todos os Yoga, seja no Yoga do som, seja no Yoga da respiração, seja nas diferentes formas de Yoga, desde os mais antigos até os mais recentes. 

O único objetivo dos exercícios, das práticas, é o de fazer desaparecer o exercício e a prática. 

Jamais considerar isso como uma finalidade, mas como um meio, uma ferramenta, tão ilusória como o que é efêmero, mas que permite aproximar-se dessas reversões onde o ponto de vista se estabelece em outros lugares, onde o ponto de vista não fica mais limitado à nossa história, superando amplamente o contexto da história da vida neste mundo, a fim de penetrar em plena alma, em plena consciência, na esfera do Espírito que é Dança, Silêncio, evidência e, sobretudo, magnificência. 

Mas, é o mais difícil, certamente, porque isso não é explicável com as palavras, podemos dar a tradução dos sintomas, dos sinais, o Fogo do Coração, o despertar da Kundalini, a Coroa Radiante, a Onda da Vida.

 Mas, o mais importante é, aí também, tornar-se isso.

 Assim que isso for notado, assim que isso tiver nascido, e mesmo se isso ainda não tiver nascido, tentem desaparecer, não como uma vontade de negação deste mundo, ou de abandono deste mundo, porque, ainda uma vez, não há nada nem ninguém a abandonar, exceto nós mesmos. 

E para isso, é preciso efetivamente estar no acolhimento, na Humildade, na Transparência e, em última análise, nesta espécie de vacuidade onde se encontra
Todo que nós somos. 



Post. e Formatação

http://semeadorestrelas.blogspot.com/

Tradução para o português e 
divulgação: Zulma Peixinho

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