20/09/2013

Satsang do Coletivo do Um - Questão V -

- SATSANG -
"O silêncio, o Absoluto, é ao mesmo 
tempo a Dança da Vida"...,

Satsang do Coletivo do Um

Por Alta
11.09.2013 -

- Questão V -


Olá,

Como podemos sentir a Luz ou a Vibração, porque acontece comigo todas as noites na mesma hora uma forte pressão nos pontos Precisão e Clareza e de vez em quando em Hic e Nunc, será que isso é a Luz e que devemos parar as nossas atividades quando ela chega?
 Ou, se não, o que podemos e devemos compreender com essas sensações, mas eu não sinto Vibração exceto de vez em quando na cabeça, e como encontrar pessoas no Estado de Ser, e eu quero viver essas belezas e nada perder desta grande festa.

Muito obrigada pela sua presença maravilhosa.

Eu lhe ofereço o melhor do meu CoraçãoCatherine L.

Resposta de ALTA

Então, novamente, isso se junta um pouquinho ao que foi dado nas respostas anteriores, ao fato de acolher como vocês dizem, e eu creio que há alguns anos, Hildegarda de Bingen falou perfeitamente sobre este conceito de tensão para o abandono.

 Isso também foi falado de diferentes maneiras, por exemplo, tanto por Krishnamurti, como por Ramakrishna, como por Yogananda, e por diversos outros seres. 

Isso é realmente apagar-se, ou seja, a meditação não é uma concentração.

 Todos esses seres chamaram a atenção, pelas suas palavras, e mesmo nos seus atos diários, sobre a noção do “eu sou”.

 Porque, quando vocês dizem “eu sou”, isso não é uma afirmação mental, isso pode ser no início, mas é a única questão que vale a pena ser colocada, é a única questão que convém colocar-se, de certo modo, como um disco riscado, porque, a um dado momento, na lucidez da atenção, na lucidez da sua consciência, assim que tudo o que não existir na Eternidade desaparecer da sua consciência, então, naquele momento, a Eternidade está aí.

Ela sempre esteve aí, mas compreendam bem que isso não é um caminho ou uma via para percorrer, nem as ferramentas que são importantes, mesmo se isso puder sê-lo a um dado momento, mas o mais importante é esta qualidade ou, justamente, não ir procurar compreender, não ir procurar explicar, mas realmente fundir-se na manifestação.

 A manifestação, quando ela está aí, ela assume diferentes aspectos, quer isso seja a presença de um ser de outra Dimensão, como a presença de um outro irmão, ou de uma outra irmã encarnada, há um momento em que, para escutar, para ouvir e, sobretudo, para viver, não é mais preciso projetar, nem emanar a mínima consciência, para o que era antes o objeto da nossa atenção.

O objeto da nossa atenção, quer seja na vida comum ou nas manifestações energéticas, vibratórias, ou de consciência, apenas estão aí para modificar, de certo modo, um equilíbrio. 

Mas o silêncio, o Absoluto, é ao mesmo tempo a Dança da Vida, ao mesmo tempo a Unidade, mas bem mais do que isso.

 É casar-se de novo em alguma parte com si mesmo.

 É encontrar-se de novo no que nós Somos, em Verdade.

 E quando nós nos encontramos realmente, concretamente, fisicamente, carnalmente, na consciência, na cessação das ideias, dos pensamentos, das emoções, aí se cria uma evidência tão importante que nunca mais a vida, qualquer que seja, poderá ser a mesma que antes. 

 Eu os remeto, para isso, às inúmeras experiências do que chamamos de estados de morte iminente, Near Death Experience (NDR), há livros muito interessantes para aqueles que tiverem necessidade de ler, de ter um suporte explicando perfeitamente, mesmo com uma linguagem não mística, daquele que não conhece a energética, ou até mesmo o funcionamento da consciência, mas mais, por exemplo, se tomarmos a última obra de Eben Alexander, esse neurocientista americano que teve o seu cérebro apagado, vivenciou este Absoluto. 

Então, isso não se chama Absoluto, não se chama Parabrahman, não se chama Ahiṃsā, isso se chama “isso”.

Porque não há palavra, não há conceito, não há ideia a colocar nisso, mas simplesmente quando nos conectamos com o que nós somos, há uma evidência.

 Esta evidência não se expressa em sensação, em percepção, em Onda da Vida, emKundalini, em conceito, em neurofisiologia, ela é evidência. 

Não há outras palavras, se vocês quiserem, se depois pudermos chamá-lo de Si, de Infinita Presença, de Morada da Paz Suprema, de Êxtase, de Maha Samadhi, isso não tem qualquer importância. 

É uma evidência no Interior de vocês, isto é, seja o que for que chegar à sua história, seja o que for que chegar a este mundo, seja o que for que chegar a este corpo, vocês não são mais afetados, porque vocês encontraram esse coração do Coração que é, ao mesmo tempo, o Alfa e o Ômega, o início e o fim, mas que transcende todos os inícios e todos os fins, porque isso jamais se moveu, sempre esteve aí, quer seja neste mundo como em qualquer mundo.

Isso está realmente na expressão diária, no que vocês têm que fazer, no que vocês têm que realizar, que isso seja dirigir um carro, que isso seja educar um filho, que isso seja preparar a sua partida. 

Isso não interfere mais, ou seja, quando o centro do Centro, quando “isso” é vivenciado, encontrado, reencontrado, isso é uma evidência, ou seja, todas as questões são possíveis, mas todas elas remetem à mesma resposta, que é o “eu sou”, que é o “isso”, que é o Absoluto.

Portanto, que isso seja para esta resposta a esta questão, como as primeiras, como as outras, como aquelas que virão, é preciso realmente, porque é uma necessidade vital, manter presente o que nós Somos, manter presente que há uma mudança de ponto de vista, que essa mudança de ponto de vista não pode ser decidida pelo ego, pela pessoa. 

Porque, justamente, o ego e a pessoa devem fundir-se, desaparecer, aniquilar-se, então, não compreendam as suas palavras no sentido do ego porque, naquele momento, o que vocês fazem é se colocarem em meditação em uma gruta e esperarem pelo seu próprio fim. 

Não, pelo contrário, é realmente estar na vida, mesmo aqui e principalmente aqui, a fim de se tornar a vida, e não mais simplesmente uma pessoa, uma história, um início e um fim.

Porque, quando vocês vivem “isso”, naquele momento, vocês têm a verdadeira Visão Interior, que nada tem a ver com estratos intermediários, e eu diria até mesmo, que nada tem a ver com as manifestações, certamente magníficas, que nós vivemos, para a maioria de nós, do contato com outros planos, com outras esferas. 

O mundo está em nós, isso foi muitas vezes repetido por grandes Seres, pelos Arcanjos, mas essa é uma verdade

Isso significa que, mesmo se nós percebermos como um encontro com Maria, como um encontro com alguém mais, do ponto de visto do “isso”, do ponto de vista do Absoluto, isso é um jogo. 

Nada disso tem consistência, é apenas a resistência a isso que cria a consistência e que cria a dor. 

Mais uma vez, eu tento colocar em palavras o que não tem palavras.







Post. e Formatação
Semeador de Estrelas

http://semeadorestrelas.blogspot.com/

Tradução para o português e
 divulgação: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com
www.portaldosanjos.net

Blog: Satsang do Coletivo do Um – Questão 5 (11-09-2013)
http://satsangducollectifdelun.blogspot.ca/2013/09/reponse-alta-question-5-11-09-2013.html

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