20/03/2013

O amor na Dualidade e o Amor Vibral.

 O amor, no sentido da Dualidade da matriz,
 é um amor condicional. 


Eu sou SRI AUROBINDO.



AUTRES DIMENSIONS. 


 (Nota: S. de Estrelas - Transcrevo aqui um pequeno trecho de uma mensagem de Sri Aurobindo, onde ele  nos fala da diferença entre o Amor na dualidade e o Amor na Unidade, ele não faz definições do amor, mas nos faz discernir sobre o Amor que não é Amor, e o Amor Verdadeiro. No final tem o link para quem quiser ler a mensagem toda, pois como tenho dito, nossa consciência hoje percebe o que não percebíamos a um mês atrás, e a cada dia mais iremos percebendo, e essas mensagens, que embora citem algumas datas, elas são atemporais, vem de um nível onde o tempo tal como o conhecemos não existe, mas sim um eterno agora).

Primeiro, a palavra Amor é a palavra que, na superfície da Terra, foi, certamente, a mais empregada, seja na relação entre dois seres, nas relações familiares e, também, é claro, num conjunto de ensinamentos, se se pode dizer, chamados religiões, filosofias, desde o budismo, passando pelo cristianismo, como religiões mais antigas ou mais recentes.
Convém, contudo, compreender que uma palavra, uma ideia, um conceito não basta para definir a realidade. 

É apenas uma projeção. 

Assim, o amor, para cada ser humano encarnado, será profundamente diferente em função de sua história pessoal, de seus traumatismos, de seus afetos, de suas próprias experiências na matriz.

O amor, frequentemente, é exprimido pelo centro de Consciência que é o mais naturalmente aberto na humanidade, ainda atualmente, que é o centro chamado Manipura Chacra, plexo solar. 

O amor é, portanto, vivido como emoção no mundo da matriz, da Dualidade, e não é sem consequência na realidade do que vocês vivem e o que vocês nomeiam amor.

Isso está, obviamente, em total oposição e contradição com o que nós chamamos o Fogo do Coração ou o Amor Vibral, manifestado no acesso à Unidade, ao Si (não pondo mais em causa Manipura Chacra, ou plexo solar, mas, efetivamente, o chacra do Coração, Anahata Chacra), não mais como uma projeção, uma percepção, mas, verdadeiramente, como um estado Vibratório e de Consciência, em total oposição com o que o conjunto da humanidade, em sua vivência, chama o amor, e do que o conjunto das religiões chama o amor.

É, de fato, necessário, para aqueles que não vivem ainda a Vibração desse Coração, a conexão do Supramental e o derramamento da Luz Adamantina no Coração, colocar os fundamentos de uma compreensão mental com a qual, eu espero ajudá-los-á a ir para esse Amor Unitário. 

O amor, no sentido da Dualidade da matriz, é um amor condicional. 

Ele é, permanentemente, ligado às emoções.


O amor é, portanto, definido como uma atração e uma projeção sobre o objeto de seu desejo, sobre o objeto de sua consciência, sobre o objeto de sua atenção e mesmo sobre o objeto de sua própria espiritualidade, correspondendo a um objetivo a atingir exteriormente.


Isso pode ser chamado 
Deusisso pode ser chamado um Salvador; isso pode ser chamado uma pessoa que se ama, sobre a qual se projeta um ideal, sobre a qual é projetada uma avidez, mesmo se isso não é chamado assim. 


O amor, na dualidade, recorre a uma noção de completude que se satisfaz com uma reação, frequentemente de natureza emocional, afetiva, ou mesmo sexual, requerendo sistematicamente sua reprodução, porque ela é, por essência, por natureza e por Vibração, efêmera. 


A emoção nasce e a emoção morre.
 


Assim é o amor humano, traduzindo-se por atrações e repulsões sucessivas, tais como são definidas na ilusão Luciferiana, chamada o Fogo Prometeico ou Fogo Luciferiano.


O fogo do ego não é nada mais do que isso: a necessidade de fundir com outro ego, outro corpo, outra personalidade ou mesmo com um conceito, uma ideia pertencente a um sistema de Crença ao qual o humano aderiu em um momento ou outro de sua existência e de sua experiência. 


A característica essencial desse amor Dualitário é que ele não pode jamais ser satisfeito de maneira duradoura e que ele não trará jamais a Paz, porque ele é construído sobre o mundo emocional, sobre a própria Dualidade e sobre o princípio do bem e do mal. 


O amor, no sentido da Dualidade, chama, inevitavelmente, o ódio, que é seu complemento lógico.


 O amor é chamado, para o conjunto da humanidade, o bem e o ódio, o mal. 

Então, é claro, vocês todos constataram, em suas vidas, que, projetando seu amor numa religião, num ser, numa ideia, num conceito, num dia ou noutro, isso terminava, inevitavelmente, por uma insatisfação e uma necessidade de outra coisa. 


 Porque assim é o amor, em sua acepção a mais romântica, como em sua acepção a mais trivial, onde sempre existe uma busca que se coloca exclusivamente no exterior, num evento exterior, num ser exterior e numa projeção conceitual, sempre exterior a si mesmo.

E é nessa projeção exterior, seja ela humana, social, espiritual, que se constrói a concepção do Amor, até mesmo fazendo provar sentimentos chamados «nobres» em algumas tradições, como a compaixão e a empatia, estritamente nada tendo a ver com o Coração Vibral e o Coração Unitário. 


Assim, o conjunto da falsificação da Dualidade consistiu, justamente, em privá-los do Amor Vibral e fazê-los viver num amor-projeção, explicando a própria Dualidade e o prosseguimento dela, de maneira inexorável, se o processo de revelação da Luz não tivesse ocorrido e não permitisse uma extração total da Dualidade, como está em curso, atualmente. 


Assim, o ser humano, de vida em vida, prova e sente amores ligados a relações. 

Essas relações são, por definição, chamadas ação/reação, pertencentes à lei de Carma, fazendo com que, ao curso de cada vida, no decurso de cada encarnação, vocês reencontrem, sistematicamente,
 as mesmas circunstâncias, as mesmas condições, os mesmos seres com os quais vocês estabeleceram relações, de ódio e de amor.

As relações de hereditariedade, as relações da filiação hereditária são construídas estritamente sobre o mesmo modelo. 

De fato, vocês escolhem sempre como pais, na matriz, seres com quem vocês viveram problemas de ódio, problemas de assassinatos, a fim de reparar, como foi dito, a lei de ação/reação e suprimir um carma.

Essa é uma visão desmembrada, fragmentária e, no olhar da Unidade, totalmente ilusória, aprisionando-os, de maneira formal e inegávelno que é chamado o Samsara, ciclo de reencarnações, que tem fim apenas na cabeça daqueles que construíram modelos de que era, assim dizendo, possível sair desse ciclo.


Isso é, também, uma ilusão total.


O amor aprisiona-os. 


Ele aprisiona-os porque é concebido como uma projeção exterior, como um ideal exterior a vocês mesmos, a ser buscado numa satisfação emocional, mental ou conceitual.


Assim é o amor na Dualidade.


Ele é desmembrado, parcelado, fragmentário e afasta-os, permanentemente, da verdadeira dimensão Vibral do Coração e do Amor Unitário. 


Essa é uma regra absoluta e, no entanto, o ser humano, em seus condicionamentos diversos e variados adotou isso como um objetivo a atingir, como uma certeza de que, de fato, é apenas a tradução de sua ignorância total da Vibração do Coração, da Luz Vibral e do que representa e manifesta a Unidade.


Assim, progressivamente e à medida de suas 
encarnações e de nossas encarnações, nós perdemos o próprio sentido da filiação espiritual, o próprio sentido do que representa o Amor Vibral, do que representa a Unidade, porque estávamos, permanentemente, ocupados a resolver nossos carmas, a agir segundo o princípio de Dualidade bem/mal e a referenciar o conjunto de nossas ações, de nossos comportamentos através dessa projeção exterior, que nós todos chamamos amor. 


E que nada mais é do que a própria essência da falsificação Luciferiana, no Fogo Prometeico, fazendo com quea cada noite, a cada dia e a cada vida, fosse necessário reconstruir, numa esperança de perfeição que, obviamente, não pode existir na matriz falsificada, devido mesmo à ruptura com sua multidimensionalidade, devido mesmo à sua reconexão possível à Fonte.


O conjunto do trabalho efetuado desde os Antigos, há 320.000 de anos, chamados Gigantes, passando pelo sacrifício dos Elohim a cada ciclo de 52.000 anos, pacientemente reconstruiu a possibilidade de viver o retorno à Unidade.

 
É muito exatamente isso que, hoje, joga-se sobre esse mundo, mesmo nessa Dualidade.


Isso se joga sobre esse mundo e se joga, estritamente do mesmo modo, ao nível Vibratório, ao nível da consciência, no interior de sua consciência fragmentária.

 
Falemos agora do Amor Unitário.
 

Naquele momento, o Fogo Prometeico ou Fogo Luciferiano será substituído pelo Fogo do Amor Vibral, Fogo do Coração, nada mais tendo a ver com uma projeção exterior. 

O verdadeiro Amor, para além da Dualidade, é, de fato, uma filiação de natureza espiritual, nada mais tendo a ver com todas as leis existentes e que permitiram a instalação dessa matriz falsificada. 

O Amor Vibral, como eu disse, exprime-se ao nível do chacra do Coração, e não do coração percebido intelectualmente, mentalmente, como uma atração, mas, antes, como um Coração em Paz, não tendo mais qualquer projeção exterior, qualquer desejo exterior, uma vez que o Coração, descobrindo-se a ele mesmo, não tem mais necessidade de nada mais do que viver-se a si mesmo.


Naquele momento, o conjunto do que é dito, como dizia UM AMIGO, o corpo de desejo vai apagar-se progressivamente, fazendo-os penetrar numa consciência diferente, chamada, pelos Arcanjos, de Turiya, correspondendo à Consciência Unificada, à Consciência da Luz Vibral. 


A Fusão dos Éteres, o despertar das diferentes Coroas permitiu, hoje, colocá-los nesse limiar, na passagem da Porta Estreita, permitindo-lhes revelar, em vocês, esse Fogo do Coração, Fogo do Amor verídico, para além do fogo do amor Prometeico ou Luciferiano, que é uma projeção. 


O Amor não é, portanto, uma projeção, na acepção Unitária, mas um estado de ser, não se importando com qualquer julgamento do bem e do mal, porque é estabelecido na Verdade, para além da Dualidade do bem e do mal, na Verdade da Vibração da Unidade. 


Viver o Amor, no sentido o mais elevado, é correto. 


O que ele é, em Verdade, para além da falsificação, chama-os a revelar, em vocês, o Fogo da Fonte, o Fogo do Espírito e o Fogo da Verdade.


Isso se traduz por certo número de sinais e sintomas, tais como lhes foram descritos durante esses últimos anos, no curso de diferentes intervenções efetuadas pelos Arcanjos, como pelas Estrelas ou também pelos Anciões.


Hojeé indispensável, ao nível comportamental, que vocês aceitem que não podem manifestar qualquer amor de projeção e, ao mesmo tempo, viver um Amor da Luz Vibral. 


O Fogo do Amor não é o fogo do ego. 


O Fogo do Amor traduz-se por uma completude Interior, na qual nenhum desejo pode encontrar-se no exterior.


Existe, portanto, 
uma perenidade e uma estabilidade, no Fogo do Coração, que não pode existir na natureza emocional da personalidade. 


O Fogo do Amor ou Fogo do Coração
, chamado também 
Presença, como o desenvolverá o Arcanjo Uriel, traduz-se por um sentimento de plenitude. 


É o instante em que vocês penetram em sua própria dimensão Interior de Cristo
, ou seja, KI-RIS-TI, 
como Filho Ardente do Sol e não mais filho da matriz, pondo fim à filiação hereditária e restituindo-os à sua Liberdade, à sua Autonomia, tal como havia definido Irmão K, permitindo-lhes liberar-se de tudo o que é conhecido, de todas as Crenças e permitindo-lhes aceder, enfim, à Unidade.


A Unidade não se importa com o mundo exterior porque, assim que o Fogo do Coração é tocado, ele vai perceber o conjunto de manifestações, de comportamentos, de emoções, de afetos e o conjunto do que rege a vida nesse mundo, como ilusões, arrastando para sempre mais desejos e para sempre mais ilusões. 


Viver o Fogo do Coração põe, portanto, de maneira decisiva, fim, inteiramente, à ilusão da matriz. 


Pelo instante, e como o disseram os Arcanjos, vocês são
 os Semeadores e os Ancoradores de Luz, a partir do instante em que uma de suas Coroas Radiantes está desperta. 


Resta-lhes, agora, aperfeiçoar o trabalho que fará de vocês Cristos, KI-RIS-TI, estabelecendo-se no Fogo do Amor.


O Fogo do Amor nada projeta. 


O Fogo do Amor nada deseja, porque tudo chega a ele pelo próprio princípio da Ação de Graça, pelo próprio princípio da lei de Atração.


O Fogo do Amor não requer questão alguma, porque ele é, inteiramente, como já foi dito, a resposta. 


Sendo você mesmo a resposta, não pode existir qualquer projeção exterior, não pode existir qualquer ilusão em seu próprio comportamento.


Quando 
o Fogo do Amor ilumina-os, naquele momento, vocês tomam rapidamente consciência do que é Luz e do que é Sombra em vocês. 


Isso os obriga a portar um olhar lúcido, claro e preciso sobre a Verdade do que vocês manifestam, mesmo nessa Dualidade, e a distância que pode ainda existir entre o comportamento egoico da personalidade (ligado ao fogo do ego) e o comportamento altruísta, na totalidade, daquele que irradia o Coração e o Fogo do Amor.


Vocês são chamados, durante este período
 de revelação, a viver isso tanto ao nível coletivo como ao nível individual. 



"Mas, é claro, lembrem-se de que a cada um de vocês, qualquer que seja a etapa do que vivam, fogo do ego ou Fogo do Amor, ser-lhes-á feito, muito exatamente, segundo sua Vibração. 

Assim, a Revelação vivida da Luz branca conduzi-los-á ou a instalar-se, de maneira perene e definitiva, no Amor, ou de instalar-se, de maneira perene e temporária, no fogo do ego. 

As diferenças de comportamento serão flagrantes". 


Para ler toda a mensagem, clik aqui



Post. e Formatação:

18 de junho 2011

Tradução e Divulgação: 
Célia G.

Fonte: AutreDimensions
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