23/01/2016

PHILIPPE DE LYON - O SILÊNCIO -

"Nenhuma circunstância exterior pode
 favorecer o desenvolvimento da ilusão
ou seu desaparecimento".

"É seu posicionamento em sua Eternidade
 que realizará isso".


Eu sou Mestre
 Philippe de Lyon.

Transmitido por
Air.(Reply)

Eu lhes agradeço por seu acolhimento em seu espaço, e eu os acolho no meu.

Eu venho, hoje, partilhar, com vocês, novamente, sobre a noção do Silêncio.

Mas, antes disso, eu lhes proponho um espaço de Comunhão.

[Comunhão]

Vocês já sabem, vocês não têm qualquer meio de fazer cessar o tumulto desse mundo, como não têm qualquer meio de fazer cessar o tumulto em seu corpo, tumulto dos sentidos que, sem parar, vêm chamá-los a aderir à noção do tempo e do espaço.

Colocar-se no Silêncio nada tem, portanto, a ver com algum elemento exterior, como interior.

Colocar-se no Silêncio convida-os a extrair-se do espaço e do tempo.

Então, para muitos, isso parece impossível, parece excessivo, parece levá-los a rejeitar o mundo.

Mas não é nada disso.

Porque rejeitar o mundo seria criar um ruído interior para tentar cortar o ruído exterior.

Cada vez que vocês se deixam aspirar, cada vez que deixam sua atenção vagar no exterior, vocês aderem à existência desse mundo, tal como ele é.

Não lhes é solicitado para rejeitá-lo.

Simplesmente, se vocês o desejam, podem parar de a ele aderir, de a ele colar-se, de ali situar-se.

Deixem esse corpo desdobrar-se nesse mundo, tal como o deseja o destino dele, e permaneçam colocados em sua Verdade.

Isso foi partilhado por numerosos mestres, notadamente, Sri Nisargadatta.

Vocês desejam continuar a nutrir o que vocês não são?

Ou desejam recuperar, conservar, desenvolver sua potência no que vocês são?

Aderir ao tempo é nutri-lo e é ali cansar-se, porque vocês se perdem sem fim: ao nível das lembranças, ao nível de histórias pessoais, ao nível de histórias que vocês superam e que nem mesmo viveram e às quais aderem.

E vocês desenvolvem todo um monte de procedimentos para colocarem-se o melhor possível para os tempos a vir.

O Silêncio encontra-se aí, onde vocês basculam do Aqui e Agora, no espaço fora de qualquer espaço, fora de qualquer tempo.

Colocar-se no Aqui e Agora leva-os a parar de dissolver-se nesse mundo.

Passar além leva-os a viver nesse mundo, mas sem ser desse mundo.

Aí está a dissolução da ilusão; aí está a dissolução da separação; aí está a Ascensão, que já se encontra aí.

Então, vocês devem escolher: manter um desenvolvimento nesse mundo ou renunciar a qualquer desenvolvimento.

Antes de prosseguir, eu lhes proponho um tempo de Comunhão, que lhes permite viver o que eu acabo de desenvolver.

[Comunhão]

Então, àqueles que esperam que a Luz venha preencher esse mundo para soltar esse mundo, eu lhes digo: a Luz não virá, porque a Luz já está aí.

Para aqueles que esperam o retorno de Ki-Ris-Ti à sua porta, eu lhes digo: Ki-Ris-Ti não virá, Ele já está aí.

Para aqueles que esperam Maria, eu digo, também: ela não virá, ela já está aí.

Para aqueles que esperam o desaparecimento da ilusão para vir ao reencontro da Luz, eu digo isso: cada um viverá sua liberdade, cada um poderá manter a ilusão, se ele o deseja.

O que há a aguardar?

O que há a esperar?

NADA

Nada se encontra no futuro, nada emerge do passado e, isso, numerosos, agora, são aqueles que testemunham isso.

Tendo soltado tudo, tendo-se juntado à Eternidade, eles vão sobre esse mundo portados pela Graça, deixando o corpo passar, deixando o Amor revelar-se, sem serem concernidos nem por um, nem pelo outro.

A Graça permite a revelação do Amor.

A Graça não vem curar a Ilusão, ela não é concernida por isso.

Ela provê a tudo pelo Amor, e preocupa-se apenas com uma coisa: permitir a revelação do Amor.

Aí está, Semeadores de Luz, onde cresce e colhe-se o Amor.

A abundância vem, simplesmente, permitir-lhes colocar-se de maneira ideal para revelar o Amor ou, mais, viver o Amor, revelado pelo Um, recebido pelo Um, recebido pelo Um no Coração do Um.

Aí cresce a Dança do Espírito e da matéria.

[Silêncio]

Então, é claro, para aqueles que desejam conservar uma segurança, para aqueles que se sentem portadores de uma responsabilidade, o mental virá, sempre, dizer-lhes que é melhor esperar um pouco, para assegurar o futuro.

Mas os testemunhos vêm contradizer tudo isso, porque vocês nada têm a abandonar, nem trabalho, nem as responsabilidades familiares, nem mesmo seu corpo.

Não mais aderir à ilusão, colocar-se Aqui e Agora e ver, maravilhado, revelar-se o mundo a cada instante.

Aí está o que eu desejava partilhar com vocês hoje.

Se existem questões em relação ao que eu acabo de desenvolver, posso tentar respondê-las.


Q: Se eu estivesse em um país de guerra, de violência física da Terceira Dimensão, como poderia ficar maravilhado?

Quem lhe pede para ficar maravilhado pela ilusão?

Viver em um país de guerra é colocar-se nesse país, é colocar-se na guerra.

Essência da ilusão, não há país de guerra.

A guerra pode manifestar-se na ilusão, mas você não é concernido.

Então, é claro, as circunstâncias exteriores podem parecer-lhes mais fáceis aqui ou ali.

Mas você está em um país de guerra?

E, se esse não é o caso, você aceitou soltar a ilusão?

Se você encontra pessoas que vivem uma situação de guerra, poderia ficar surpreso, surpreso pelo fato de, colocando-se no Aqui e Agora, há algo de vivo aí, que você não vê, forçosamente, aí, onde tudo parece segurado.

Então, eu não digo que seja preciso ir a um país em guerra.

Cada um está em seu lugar.

Nenhuma circunstância exterior pode favorecer o desenvolvimento da ilusão ou seu desaparecimento.

É seu posicionamento em sua Eternidade que realizará isso.

Eu atraio, igualmente, sua atenção ao fato de que seu mental, ao colocar-se assim, em circunstâncias imaginárias nas quais você não se encontra, leva-o a desenvolver-se na ilusão, em um espaço no qual você não está, em um espaço que você não vive, em um espaço no qual você se imagina sofrendo.

Mas o que é isso, verdadeiramente?

Você pode compreender o que vive seu companheiro de vida?

Você pode compreender o que vive seu vizinho?

Você pode senti-lo, de outro modo que não em sua imaginação, que tenta comparar com o que você vive, dizendo-lhe que isso se assemelha a tal ou tal coisa que você tenha vivido?

Então, se você não pode fazê-lo com as pessoas com as quais você se acotovela quotidianamente, como fazê-lo onde você não vive, em espaços que você não conhece?

Cada um vive sua Verdade.

A paz exterior, na Ilusão é, finalmente, bem efêmera.

Pois quem pode encontrar a Paz no mental?

Então, é claro, é mais fácil fazer cessar a ilusão tendo a barriga cheia, para a maior parte de vocês.

É mais fácil, para alguns, liberar-se, tendo um teto sobre a cabeça.

Mas numerosos são aqueles, igualmente, que fazem a escolha de voltar a uma fragilidade completa, indo viver solitários, na natureza, para ali reencontrarem a vida, a espontaneidade, o instante.

Quer seja em sua morada de pedras, quer seja na natureza, quer seja em tal ou tal país, em definitivo, a questão continua a mesma: 

Quem é você? 

O que você suporta?

Eu lhe agradeço por sua questão.

E eu espero ter respondido.

Há outra questão?

Sem outras perguntas.

Então, ainda uma vez, eu lhes agradeço por seu acolhimento.

Na Graça, no Amor do Um para o Um,
 até breve.






Post. e Formatação
http://semeadorestrelas.blogspot.com/
22/01/14

Tradução e Divulgação
Célia G.

Transmitido por Air.


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