03/01/2016

TERESA DE LISIEUX - Parte II -

"A Pobreza de que falo, minha Irmã, não é 
a pobreza de dinheiro, mas a Pobreza 
do mental".

"Voltar a tornar-se Pobre é voltar a
 tornar-se como uma criança".

Eu sou 
Teresa de Lisieux.

AUTRES DIMENSIONS
(relembrando)

(Comentário: S. Estrelas - Quem aqui está neste momento, está a procura de um melhor entendimento da vida, tanto física como espiritual. Muitas são as informações, os caminhos, é normal que sempre queiramos o imediatismo, o resolver logo os mistérios da vida física e da não física, por esse motivo deixamos de ler ou de ir ao encontro de simples palavras, mas com grande PROFUNDIDADE, como nos fala agora Teresa de Lusieux, e procuramos algo complexo, algo que nossa bicicleta (mente) como diz Aivanhov, possa projetar, imaginar dizer como é o não é, como devia ser etc. Mas não é por ai o caminho da Luz, esse é o labirinto da Ilusão e dele devemos tomar consciência, assim não mais bloqueará nosso crescimento interior. Então, está mensagem, assim como as perguntas aqui expressa, nos mostram muito de nosso dia a dia, de simples situações que nos conflituam, e ao ver por outro angulo, sua aparente complexidade e dificuldade, simplesmente inexistem. Ex: Como extrair-se do sofrimento para chegar à Luz?  Na busca da Luz, podem-se temer perturbações exteriores? Essas e outras duvida  são aqui respondidas com clareza, assim quando é dito que "Devemos estar na POBREZA" obviamente nos vem de imediato, a conta bancaria, os recursos financeiros etc. mas não é nada disso, não é a pobreza de dinheiro, mas a Pobreza do mental o não enriquecimento do mental, que até hoje só nos levou a um beco sem saída. Não deixem de ler a primeira parte, tem coisas interessante, obvio que nem tudo esta em nossa vibração ainda, mas muita coisa é do nosso momento. Boa leitura)
Perguntas e Respostas
Então, eu os deixo exprimir-se.

Questão: atinge-se a PROFUNDIDADE pela Estrela PROFUNDIDADE ou pelas Portas?

Meu Irmão, nem uma nem a outra.

Aplicando o que acabo de dizer.

Estar consciente, a cada instante, e, sobretudo, nos momentos que lhes pareçam comuns e não extraordinários.

É nessa condição que nascerá o extraordinário no comum.

É, muito exatamente, o que acabo de explicar.

Questão: concernente às três Estrelas da Coroa, qual é a posição do ponto AL?
 
Pouco importa.


Para aqueles de vocês que perceberam e sentiram as Vibrações das Estrelas, vocês sabem, pertinentemente – e, talvez, observaram – que existem momentos, dias, meses, instantes num dia, nos quais algumas Estrelas são mais manifestas do que outras (ndr: ver a rubrica: «protocolos a praticar»).

Aliás, parece-me que o Comandante (ndr: Omraam Mikaël Aïvanhov) falou-lhes de pontos que vocês percebem mais, seja ao nível das Estrelas ou das Portas.

Vocês sabem a que correspondem esses pontos, essas Portas, essas Estrela.

Elas são, de algum modo, os testemunhos, na carne, da transformação que vocês vivem.

É claro, a um dado momento, era importante focar-se em alguns pontos, algumas Portas, algumas Estrelas, e vocês constatam, aliás, que, se levam sua atenção a uma das Estrelas, ela se põe a Vibrar.

Outros não sentem mais um ponto ou uma Estrela, mas sentem um conjunto de pontos e de Estrelas, concernente ou a um Triângulo elementar ou a toda uma parte, anterior ou posterior, de Estrelas.


Tudo isso são marcadores.

É claro, vocês podem servir-se do ponto AL, revertido ou não.

Vocês podem servir-se, do mesmo modo, de Estrelas.

E, talvez, vocês tenham observado – porque isso vocês vivem, mas não foi explicado, porque vocês o vivem, não tem necessidade de ser explicado – existe, efetivamente, uma conexão entre Portas e Estrelas, que se realiza pelo pescoço.

Alguns de vocês observaram que, quando o Canal Mariano ativa-se, há pontos que se ativam ao mesmo tempo.

Lembrem-se de que esses pontos são pontos de ancoragem da Luz, mas, também, de manifestações de potenciais espirituais.

A PROFUNDIDADE é um elemento importante, que lhes permite encontrar os dois outros pontos, ou seja, AL e UNIDADE, em outros termos, se preferem, a alma e o Espírito, ou seja, juntar-se a alma e o Espírito na mesma finalidade, que não é mais o corpo, que não é mais a personalidade, mas que é, efetivamente, a Luz.

Então, pouco importa.

O que é importante, é claro, são as Vibrações.

Mas, além disso, vocês devem, também, calcar, de algum modo, os comportamentos às Vibrações.

Em nossa época, nós não tínhamos, de modo algum, isso, porque os tempos eram diferentes, porque o tempo que vocês vivem, hoje, desde alguns anos e desde uma geração, corresponde a uma mudança total de modo de consciência.

Mas o mais importante continuará, sempre, como o Cristo havia dito: «reconhecer-se-á a árvore por seus frutos».

Quais são seus frutos?

A Graça da Luz dá, sempre, frutos abundantes, na qual, aliás, sempre se manifesta a abundância.

Não há restrição na Luz.

A Luz, por sua Inteligência, provê a tudo o que é útil e necessário a toda a vida, a partir do instante em que o Coração Vibra.

A falta inscreve-se apenas na personalidade.

A PROFUNDIDADE de que falei é um meio importante, pelas explicações que dei, de fazer propagar a Luz, bem além de seus espaços de Alinhamento e bem além de momentos em que a Luz chama-os.

Mas é nos momentos em que vocês vão, vocês mesmos, criar, de algum modo, um Apelo à Luz (efetuando ações, essas obrigações, essas ocupações que não são de sua vontade, mas, bem mais, o fato do estabelecimento de sua consciência nesse estado de PROFUNDIDADE), que se cria o Apelo à Luz, mas que não é ligado à personalidade.

Eu posso acrescentar (mas sem ultrapassar o quadro da terceira Estrela, deste dia, minha Irmã Gemma) que, se vocês realizam sua ocupação, sua obrigação, sua tarefa, nesse estado de Alinhamento, nessa Atenção, descobrirão que o que, anteriormente, podia parecer-lhes fastidioso e difícil, aparecer-lhes-á, com a PROFUNDIDADE, leve e, em definitivo, feliz e, igualmente, Unitário.

Questão: na busca da Luz, pode-se temer perturbações exteriores?

Minha Irmã, enquanto existe o temor do que quer que seja de exterior, isso é uma projeção exterior.


A Luz não tem medo de qualquer Sombra.

A Luz é um estado de ser que transcende o Bem e o Mal: portanto, não existe qualquer energia, qualquer consciência que possa opor-se ao estado de Ser na Luz.

Enquanto existe uma concepção assim voltada, enquanto existe um diabo no exterior, ou uma consciência que vem perturbá-los, isso os faz apenas remeter-se à sua falta de PROFUNDIDADE e à sua falta de Coração, porque, no Coração, vocês nada têm a temer.

Como é que um elemento da Sombra – ou oposto à Luz – poderia intervir no que é Luz, na Vibração do Coração?

É impossível.

Assim, portanto, se, em sua vida, manifesta-se um elemento contrário à Luz, é que, obviamente, há uma ressonância em relação a isso em vocês.

E tudo depende, também, do ponto de vista.

A Luz não se importa com a Sombra.

A Luz é Transcendência e Alegria.

Se há tristeza, se há oposição, é que não há suficientemente Alegria, é que não há suficientemente Coração.

Sem julgar, sem culpar o que quer que seja, mas é um apelo a voltar a centrar-se, é um apelo para viver o Coração e não mais projetar, num olhar que separa o que quer que seja ou quem quer que seja.

Não há inimigo exterior, não há constrangimento exterior à Luz.

É apenas o ponto de vista da consciência que cria isso.

Enquanto vocês são persuadidos de que há uma pessoa, um trabalho ou uma energia oposta ou uma energia sombria – que se opõe a que vocês vivam a Unidade, isso é apenas uma projeção.

É claro, a um nível de consciência – aquele da Dualidade o diabo é onipresente.

E, aliás, esse mundo não é governado pela Unidade, se não, o que aconteceria?

Bem, é muito simples: vocês seriam multidimensionais, já.

Vocês não teriam necessidade de dissolver qualquer Ilusão, ela se teria dissolvido, inteiramente.

Não existe, portanto, qualquer obstáculo exterior.

Enquanto vocês concebem isso, vocês funcionam de acordo com o princípio da Dualidade e, é claro, vocês a ele estão submissos.

Enquanto vocês procuram o Bem através da Energia, através de práticavocês se afastam da Unidade e do Coração, porque o Coração – e a Unidade é um estado de ser.

Não é uma busca, não é uma procura.

É a aceitação do estado de Ser.

Enquanto vocês concebem a Luz como uma busca, isso exprime, simplesmente, uma Dualidade.

Isso não é um julgamento, não é, tampouco, uma condenação, mas chama-os, simplesmente, a redefinirem-se em relação às suas práticas, às suas manobras, ao que vocês fazem em sua vida.

Se existe o desejo de expressão de uma belezasob a forma de um ritual, de uma projeção, a necessidade de cercar-se do que quer que lhes pareça belo – é que vocês mesmos não são a beleza porque, se vocês são a beleza, se vocês são o Coração, em que teria necessidade de tal objeto para proteger o que quer que fosse ou quem quer que fosse?

Em que haveria necessidade de rejeitar quem quer que fosse?

Então, o que eu disse, em relação à PROFUNDIDADE, adapta-se, totalmente, a esse gênero de situação.

Quando vocês trabalham para proteger-se, quando vocês trabalham para criar algo, quem age?

Quem faz o que?

Quem são vocês?

Onde vocês estão, naquele momento?

Vocês estão no Coração?

Vocês estão na Unidade?

Enquanto vocês creem e vivem a experiência de que é necessário lutar contra o Mal, para encontrar o belo, ao invés de cultivar o belo não como uma oposição ao Mal, mas na Unidade e na Alegria – então, naquele momento, vocês se afastam de sua própria Unidade, reforçam sua própria Dualidade, mesmo se os resultados sejam de certa forma de tranquilidade, certa forma de apaziguamento, porque vocês afastaram o Mal, porque se sentem protegidos num lugar, num espaço.

Mas, de fato, vocês fazem apenas traduzir uma falta de PROFUNDIDADE, porque aquele que está na PROFUNDIDADE está no Coração e vive o que descreveu MA ANANDA MOYI: esse estado de gozo absoluto do Coração.

De que vocês podem ter medo?

Apenas naqueles momentos é que vocês são completos e Unitários.

Todo o resto são apenas projeções de medo, de falta, de insuficiência, que os impedem de colocar-se a questão: «quem sou eu?» e «onde estou?».

É uma forma de derivativo, criada pela personalidade.

Lembrem-se: a Luz é simples, tão simples, o Caminho da Infância é tão simples que o mental não quer dele ouvir falar.

Então, ele vai criar rituais, vai criar sistemas de proteção, vai criar, ele mesmo, o mental, oposições Bem / Mal, para justificar-se.

A Luz não é uma justificação.

Jamais.

Questão: como sublimar o sofrimento do corpo?

Minha Irmã, é exatamente o que eu exprimi.


Vem um momento em que o estado de Graça – a Luz – é tão importante que, qualquer que seja o sofrimento que afete esse corpo, mesmo o mais terrível, ele não é vivido como uma realidade, porque o sofrimento concerne, exclusivamente, à personalidade.

Ele não pode concernir ao Coração.

Assim, portanto, se tomo minha curta vida, mesmo nos momentos em que eu tomava meus últimos sopros, nos quais o sofrimento foi terrível, eu não via esse sofrimento, eu vivia a Luz.

Tudo depende, aí também, de onde vocês se colocam em sua consciência.

Então, é claro, alguns Anciões falaram disso.

Vocês são esse corpo?

Vocês são esse sofrimento?

E, no entanto, existem razões, que vocês nomeiam fisiológicas, para sofrer.

São, geralmente, guard-rails, mas existe uma Transcendência da Consciência e do cérebro, que faz com que vocês não sejam mais afetados por qualquer sofrimento.

E esse é o caso, a partir do instante em que vocês se instalam no Coração, em Verdade.

Questão: como extrair-se do sofrimento para chegar à Luz?
 
Como nós o dissemos, umas e outras, e, também, os Anciões, não existe limite algum, hoje, para viver a Luz (nem de idade, nem de carma, nem de sofrimento, nem de situação).


A única barreira será, sempre, vocês mesmos, mas, quando vocês estão ao nível da personalidade.

Aquele que acolhe a Luz passa além, não como um ato de denegação do sofrimento ou de uma situação, mas porque o Coração é a Alegria, porque o Coração é a resposta, inteiramente.

Isso quer dizer, simplesmente, minha Irmã, quando você coloca essa questão, que sua consciência está centrada na dor e, é claro, nós sabemos, todos, que o corpo chama-nos à ordem, por seu próprio sofrimento.

Mas o sofrimento que é vivido, qualquer que seja, é um Apelo e um convite para viver a Luz, porque existe um espaço, em você, como para cada ser humano, no qual o sofrimento não tem mais peso algum, no qual o sofrimento não pode mais alterar o estado da consciência.

E isso pode ser vivido, não na negação de um sofrimento ou de um problema, mas, unicamente, na aceitação do Coração e na vivência do Coração.

Vocês sabem muito bem que houve muito numerosos místicos ou Seres Despertos que viveram doenças terríveis e que, apesar dessas doenças terríveis, esses Seres manifestaram o Amor, inteiramente.

Eu os remeto, para isso, à nossa Irmã e Estrela Yvonne Amada de Malestroit, que viu sua vida, ela também, alterada (sem morrer) por doenças extremamente desagradáveis e que, no entanto, manifestava, mesmo nos sinais dessa doença terrível, sinais de Graça, absolutamente inacreditáveis para a personalidade.

Há, em vocês, toda a capacidade, hoje, para cada um, de transcender qualquer sofrimento e qualquer situação, não por um ato de vontade, não por um controle, mas, efetivamente, por um Abandono e, sobretudo, pelo acesso à sua própria PROFUNDIDADE.

Então, para isso, não há técnica.

É claro, podem existir meios, extremamente lógicos, de acalmar um sofrimento físico ou psicológico, seja com medicamentos, com a energia ou orações, pouco importa. 

Mas, se vocês são afetados, durante este período, por algo preciso, lembrem-se de que há, em relação ao que vocês vivem, um convite para a Luz.

E, se vocês respondem a esse convite, vocês constatarão, vocês mesmos, que a Graça da Luz agiu em vocês e que, mesmo se o corpo for afetado, vocês não são mais esse corpo e, sobretudo, vocês não são esse sofrimento nem essa limitação.

Isso é válido tanto para o corpo como para o psicológico, mas é necessário, verdadeiramente, Abandonar-se à Luz e ir para sua própria PROFUNDIDADE.

Enquanto vocês permanecem na superficialidade da personalidade e na queixa e no sofrimento, vocês não podem viver isso.

Estritamente, nada há nesse mundo, em seu carma, em seu ambiente que possa opor-se à Luz.

Há apenas suas próprias resistências.

Então, é claro, é muito difícil aceitar que nada vem do exterior e que tudo, em definitivo, pode apenas provir de si, porque não há maus sujeitos no exterior.

Há apenas um olhar que os faz crer nisso, e esse olhar é aquele que existe na superficialidade, na personalidade.

Não há outro inimigo que não o que vocês são.

Vocês podem estar perfeitamente bem em seu Coração e viver, nesse mundo, na Alegria.

Mas, enquanto esse não é o caso (enquanto vocês creem que há um algoz, enquanto creem que há uma doença, enquanto creem que há um vírus, enquanto creem que estão submissos a um sujeito maldoso, enquanto creem que o mundo é mal feito), mesmo se é extremamente lógico não estar bem nesse mundo (seria, aliás, um sinal terrível, estar perfeitamente bem nesse mundo), vocês oscilarão, permanentemente, de um estado ao outro.

O objetivo da Luz, eu repito: é viver o estado de Ser, permanente, da Luz.

É esse aprendizado que vocês efetuam.

Há muito numerosos exemplos – como eu disse, de místicos – que foram atingidos por doenças terríveis e, no entanto, será que eles sofriam?

Enquanto, para aquele que se chama o comum dos mortais, o sofrimento era intolerável.

O que é que diferencia?

Será que é uma diferença de conformação de circuitos neurológicos?

Não.

É, simplesmente, uma diferença de consciência.

Questão: há uma relação entre a PROFUNDIDADE e o silêncio?

Sim.


A PROFUNDIDADE é silêncio porque, penetrar na PROFUNDIDADE é fazer calar tudo o que vem dos sentidos.

É imergir, de algum modo, na vacuidade e no pleno, ao mesmo tempo.

A PROFUNDIDADE que precede a UNIDADE é, justamente, esse Silêncio.

É o momento em que tudo parece como parar ou ficar em suspenso.

É claro, o silêncio dos sentidos, o silêncio dos pensamentos, das emoções, dos sofrimentos é indispensável.

E não é lutando contra o sofrimento, não é lutando contra os sentidos que se os faz calar, mas, efetivamente, sendo Luz.

Isso os convida a uma mudança de olhar em si mesmos.

É exatamente o que eu dizia através: «quem sou eu?» e «onde estou?».

Questão: poderia definir a palavra Pobreza?

A Pobreza de que falo, minha Irmã, não é a pobreza de dinheiro, mas a Pobreza do mental.


É aquela que aceita nada poder explicar, nada poder compreender, porque toda a consciência é centrada no Ser.

Então, naquele momento, há a Pobreza.

É necessário aceitar, para isso, desfazer-se de todos os seus pesos, de todos os seus conhecimentos, no espaço desse instante.

Voltar a tornar-se Pobre é voltar a tornar-se como uma criança.

A criança que se inscreve, idealmente, no que ela vive, no instante presente.

É ser capaz de viver o instante, sem ser afetado nem por uma emoção, nem pelo corpo, nem pelo mental, nem por qualquer conhecimento.

É o momento em que a Luz é tão evidente que não há mais necessidade de refletir sobre a própria percepção que é vivida.

É o momento, aliás, no qual a percepção dos sentidos desaparece.

A Pobreza é isso.

É o momento em que vocês aceitam depositar todas as bagagens.

É o momento em que vocês aceitam render as armas, sem qualquer exceção.

Naquele momento, a Porta Estreita, chamada OD, é cruzada.
A PROFUNDIDADE convida-os a ir para OD, porque ela os extrai de tudo o que é rico.

Ela os extrai de tudo o que não é Simples e de tudo o que não é Humilde.

A Luz é Simples.

A Luz é Humilde, porque ela não tem qualquer pretensão nessa Ilusão (nesse Maya, como dizem nossas Irmãs orientais).

É o Cristo que dizia: «meu Reino não é desse mundo», «vocês estão nesse mundo, mas vocês não são desse mundo».

É todo um conjunto de frases que foram pronunciadas, em muito numerosas épocas, qualquer que seja a cultura, qualquer que seja a sociedade.

É a isso que os convida a Pobreza. (Pobreza do mental)

É, efetivamente, depositar as armas, aceitar que não há busca, aceitar que não há conhecimento que os conduza e que possa conduzi-los ao Coração, porque todo conhecimento manifestado através do que foram chamadas as leis da alma, através do esoterismo, afasta-os do Coração.

É claro, isso vai reforçá-los em sua personalidade, vai ampliar esse conhecimento espiritual, sua impressão de dominar sua vida, de controlar sua vida, dela compreender os prós e os contras, dela compreender o carma, dela compreender a reencarnação, as relações entre os seres.

Mas isso permanece, como dizia Ma Ananda Moyi, exclusivamente, horizontal, mas isso não será, jamais, vertical.

Ser pobre é aceitar e reconhecer isso.

Desse modo – e é o único – vocês vivem a Luz.

Antes, há apenas a Ilusão da Luz.

Questão: se se sente que a personalidade não chega mais a nada, não seria melhor soltar tudo e esperar?

Efetivamente, vocês são cada vez mais numerosos, como foi dito, a viver essas imersões na Luz.


Vocês nada mais podem fazer.

Vocês podem apenas Ser.

Então, naquele momento, é necessário seguir, efetivamente, as linhas de menor resistência e seguir o que o Apelo da Luz pede-lhes.

Mas o que eu exprimia concerne àqueles que estão, ainda, como eu expliquei, numa certa forma de atividade, devido às responsabilidades e ocupações deles.

Tudo é possível e tudo é concebível.

Aquele cujo Apelo da Luz é cada vez mais intenso, efetivamente, nada mais pode fazer.

Esses seres, esses Irmãos e essas Irmãs podem passar horas inteiras imersos na Luz, no Si, um pouco a exemplo de Ma Ananda Moyi.

Era, evidentemente, impossível, para nossa Irmã Ma, realizar algumas tarefas ou mesmo nutrir-se, simplesmente.

Ela era nutrida por outros.

Mas vocês não estão, todos, no mesmo estado, vocês não estão, todos, na mesma fase, portanto, é necessário, efetivamente, respeitar o que lhes pede a Luz.

Para cada um, é diferente.

Questão: se se tem dificuldade para sentir as Vibrações, não se tem interesse em soltar isso também?
 
A Luz, se ela não lhes pede, pela Vibração e pela consciência que vocês tenham que soltar suas atividades, por que você largaria o que você está fazendo?


Talvez, para vocês, justamente, a vida, seja realizar o que vocês estão fazendo.

Cada caminho de cada Irmão, de cada Irmã é profundamente diferente.

A PROFUNDIDADE é, justamente, o meio de responder a essa questão: «quem sou eu?» e «onde estou?», porque, a um dado momento, se vocês aceitam essa PROFUNDIDADE, o que transparecerá, em vocês, é, justamente, o impulso da Luz e não mais o impulso da personalidade.

Agora, lembrem-se, também, de que cada consciência tem uma evolução diferente.

Lembrem-se, também, do que dizia o Comandante (ndr: Omraam Mikaël Aïvanhov): «se vocês não vivem a Vibração, talvez, vocês a viverão no extremo limite».

Talvez, justamente seja, para vocês, deixar fazer o que há a fazer, para vocês, em sua vida, mesmo se isso não lhes agrade mais.

A Humildade é, também, isso.

É aceitar o que a Luz propõe-lhes viver ou não viver.

É a única certeza que vocês podem ter em relação a isso; é, justamente, entrar em sua própria PROFUNDIDADE, porque a Unidade e a Vibração da Alegria da Unidade encontram-se nessa PROFUNDIDADE.

Questão: pode falar-nos do simbolismo da rosa?

Minha Irmã, falar-lhe do simbólico ou do simbolismo da rosa afasta-nos da PROFUNDIDADE e do Amor, porque isso a remete a uma atividade mental, a uma necessidade de religar as coisas, ao nível do mental, o que é chamado, aliás, o símbolo.


O símbolo (o que une), o diabólico (que é seu oposto, o que separa) situa-se, irremediavelmente, ao nível do mental e da personalidade.

A rosa é meu símbolo, ou seja, ela é o sinal de minha manifestação, desde lá onde estou, para as almas que eu toco.

Aí está a única coisa que eu posso dizer sobre isso, porque é meu símbolo e minha Presença.

Mas, falar do simbolismo da rosa, de um modo geral, afastar-nos-ia de nosso assunto.

Mas é, efetivamente, antes de partir, o que eu disse: «eu passarei meu Céu a fazer o bem sobre a Terra» e isso se manifestaria, de todos os modos possíveis, pela rosa: seja seu perfume, seja a verdadeira rosa, seja um cartão postal, seja um nome, pouco importa.

Mas é meu sinal e meu símbolo, porque, para mim, a rosa é religada a Maria, além do lírio, porque a rosa era, já, para mim, o símbolo da perfeição e da profundidade da vida.

Então, é claro, a rosa é onipresente em inúmeras sociedades específicas, em muitos povos ocidentais.

Portanto, não irei além de meu próprio símbolo de manifestação, que é, simplesmente, o sinal de minha Presença, para aqueles que me pediram ou para aqueles a quem chamei.

Eu entendo, com isso, aqueles com os quais pude entrar em comunicação ou em Comunhão, pelo Canal Mariano.

E, antes da constituição desse Canal Mariano, são Irmãos e Irmãs que se sentiram, irresistivelmente, chamados, de uma maneira ou de outra, ou por meus escritos, ou para vir ver-me nas memórias de minhas vidas (e de minha vida passada, sobretudo), ou que, de um modo ou de outro, pensaram em mim, para além de toda noção de religião.

Existe uma multidão de Irmãos e de Irmãs que despertaram, assim, uma manhã, com meu nome, minha Presença.

É meu modo de chamar alguns seres.
 
Esse chamado é, antes de tudo, um apelo que eu qualificaria, se se pode chamá-lo assim, de espiritual.

E é um apelo que não é um convite para uma busca, mas, bem mais, para comungar comigo e com a Luz, de diferentes modos.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs, eu rendo Graças à nossa Comunhão, às suas questões, às suas interrogações.

Terminarei por essas palavras: o Amor é simples, tudo o que não é simples não é o Amor.

O Amor é evidência, tudo o que não é evidente não é o Amor.

Assim que haja complexidade em sua vida ou em sua cabeça, não há Amor.

Esse é um convite para ir mais à profundidade do que vocês são, de onde vocês estão.

Não há qualquer julgamento, não haverá, jamais, qualquer condenação, pela Luz.

Há, apenas, uma benevolência que está aí, agora, de maneira cada vez mais premente e que espera, simplesmente, que vocês se voltem para Ela, que vocês se Abandonem a Ela, para viver a Alegria.

Irmãos e Irmãs na carne, eu os preencho, como vocês me preenchem.

Vivamos a Graça.

Até logo.

... Efusão Vibratória...





Post. e Formatação:
Semeador de Estrelas

11/12/2011 - 16/3/2013

Tradução e divulgação:
Célia G.
Leituras Para Os Filhos da Luz.
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