22/03/2017

Onde Deus Está Escondido?...

Pergunta a Osho:


(Comentário S. Estr. - Pequena história, uma parábola  contada por Osho, mostra de uma maneira simples e direta como encontrar a Fonte de Tudo Que É, aqui usando o termo deus para melhor entendimento).

Amado Osho, o que exatamente está me impedindo de ver o óbvio? 


Eu simplesmente não compreendo o que fazer ou o que não fazer.

 Quando é que eu serei capaz de ouvir o som do silêncio? 

O que exatamente está obstruindo a minha visão de ver o óbvio? 

O simples desejo de vê-lo. 

O óbvio não pode ser desejado, o óbvio é!


 Quando você deseja, você se afasta: você começa a buscar o óbvio. 

Nesse exato momento você o tornou distante, ele não é mais o óbvio, ele não mais está próximo; você o colocou bem distante.

 Como pode você buscar pelo óbvio? 

Se você compreende que é óbvio, como pode você buscá-lo?

 Ele está simplesmente aqui!

 Qual a necessidade de buscá-lo ou desejá-lo? 

O óbvio é o divino, o mundano é o sublime e o trivial é profundo. 


Você está encontrando Deus a cada momento, nas suas atividades simples do dia-a-dia, porque não existe mais ninguém. 

Você não pode encontrar ninguém mais, é sempre Deus de mil e uma formas.

Deus é bem óbvio.


 Apenas Deus é!

 Mas você busca, você deseja... e você perde.

 Nesta sua mera busca você coloca Deus bem longe, muito distante.

 Isso é uma viagem do ego.

Tente compreender... o ego não está interessado no óbvio porque com o mesmo ele não pode existir. 


O ego não está de forma alguma interessado no que está próximo, ele está interessado no distante, lá longe.

 Pense bem: o homem alcançou a lua, mas ele ainda não alcançou o seu próprio coração. 

O distante... o homem inventou viagens espaciais, mas ele ainda tem que desenvolver as viagens até a alma


Ele alcançou o Everest, mas ele não se interessa em ir para dentro do seu próprio ser.

Perde-se o que está próximo e busca-se o que está bem distante. 


Por quê?

 Porque o ego sente-se bem; se a jornada é difícil o ego sente-se bem, existe algo a ser provado.

 Se é difícil, existe algo a se provar.

 O ego se sente bem em ir até a lua, mas ir para dentro do seu próprio ser?

 Isso não seria muito pretensioso.

Existe uma velha história:

Deus criou o mundo.


 E então, ele costumava viver na terra. 

Você já pode imaginar... ele tinha tantos problemas, todos vinham reclamar, todos batiam à sua porta nas horas vagas. 

À noite pessoas vinham e diziam:
 “Isso está errado, hoje nós precisávamos de chuva e está tão quente”. 

E alguém vinha logo depois e dizia:
 “Não traga chuvas por enquanto — eu estou fazendo algo e a chuva estragaria tudo”.

E Deus estava a ponto de ficar louco... 


“O que fazer?

Tantas pessoas, tantos desejos, e todos esperando e todos necessitando serem atendidos, e eram desejos tão contraditórios! 

O fazendeiro queria chuva e o ceramista não queria chuva alguma pois ele fazia vasos e a chuva podia destruí-los; ele necessitava de sol quente por alguns dias...” 

E assim em diante.

Então, Deus chamou os seus conselheiros e perguntou: 


“O que fazer?

 Eles irão me enlouquecer, e eu não posso satisfazer a todos.

 Ou eles irão me matar um dia destes! 

Eu gostaria de encontrar um lugar para me esconder”.

E os conselheiros sugeriram várias coisas. 


Um deles disse: isso não é problema, vá para o Everest. 

Ele é o pico mais elevado dos Himalaias, ninguém irá alcançá-lo”.

Deus disse: 

“Você nem imagina! 

Eles o alcançariam em poucos segundos”, para Deus isso seria apenas uns poucos segundos:

 “Edmund Hillary iria alcançá-lo com Tensing e então os problemas começariam. 

E uma vez que soubessem, então eles começariam a vir em helicópteros e ônibus, e tudo seria... 

Não, isso eu não vou fazer. 

Isso resolveria as coisas só por alguns minutos”.

Lembrem-se de que o tempo para Deus tem uma dimensão diferente.


 Na Índia diz-se que para Deus milhões de anos é um dia, alguns segundos então...

Daí alguém mais sugeriu: 

“E por que não ir para a lua?”

E Deus respondeu: 

“Lá também não é longe o bastante; mais uns poucos segundos e alguém iria alcançá-la”.

E os conselheiros sugeriram estrelas distantes, mas Deus falou:

 “Isto não resolveria o problema. 

Seria apenas uma espécie de adiamento.

 Eu quero uma solução permanente”.

Então, um velho ajudante de Deus aproximou-se dele e sussurrou algo em seu ouvido.


 E Deus disse:
 “Você está certo. 

Vou fazer isso mesmo!”.

O velho ajudante havia dito: 

“Só existe um lugar onde o homem nunca irá alcançar — esconda-se nele mesmo

E esse é o lugar onde Deus está escondido desde então:
 no interior do próprio homem.

 E esse seria o último lugar no qual o homem pensaria encontrá-lo.

Perde-se o óbvio porque o ego não se interessa por ele.


 O ego está interessado em coisas duras, difíceis, árduas, porque aí existe um desafio.

 Quando você ganha, você pode clamar por vitória.

 Se o óbvio está aí e você ganha, que tipo de vitória é essa? 

Você não terá muito de um vencedor.

 É por isso que o homem segue perdendo o óbvio e buscando o distante.

 E como pode você buscar o distante quando você não pode nem mesmo buscar o óbvio?

“O que exatamente está obstruindo a minha visão de ver o óbvio?” 


O mero desejo está tornando-o distante. 

Abandone o desejo e você verá o óbvio.

“Eu simplesmente não compreendo o que fazer ou o que não fazer.” 


Você não tem que fazer nada.

 Você tem apenas que ser um observador de tudo que está acontecendo ao seu redor.

 O fazer é de novo uma viagem do ego.

Fazendo, o ego se sente bem — algo está aí para ser feito.

 O fazer é um alimento para o ego, ele fortifica o ego. 

Não faça nada e o ego cai por terra; ele morre, ele não é mais nutrido.

Então, simplesmente seja um não fazedor. 


Não faça nada que diga respeito a busca por Deus, e pela verdade.

 Em primeiro lugar isso não é uma busca, assim você não pode fazer nada a respeito. 

Simplesmente Seja.

Deixe-me dizer-lhe isso de uma outra forma: 

se você está em um estado puro de ser, Deus vem até você.

O homem nunca poderá encontrá-lo; 
Deus encontra o homem.

Simplesmente esteja em um espaço silencioso — não fazendo nada, não indo a lugar algum, não sonhando — e nesse espaço de silêncio repentinamente você encontrará Deus.


Porque ele sempre esteve presente! 

Simplesmente você não estava em silêncio para que pudesse vê-lo e você não pôde ouvir a sua voz, pequenina e quieta.

“Quando serei eu capaz de ouvir o som do silêncio?” 


Quando? 

Você faz a pergunta errada. 

É agora ou nunca!

 Escute-o agora, porque ele está aqui, a sua música está tocando, a sua música está em toda a parte. 

Você simplesmente precisa estar em silêncio para que possa ouvi-la.

Porém, nunca diga “quando”; “quando” significa que você está colocando no futuro; “quando” significa que você começou a esperar e sonhar; “quando” significa “não agora”. 


E sempre é no agora, sempre é no momento presente.

Para Deus existe apenas um tempo: o agora; e apenas um lugar: o aqui.


 “Lá”, “então” — abandone-os.




Post. e formatação
21/3/2013

Fonte: Blog palavras de Osho

Um comentário:

  1. Palavras maravilhosas e sábias....
    Tudo acontece sempre no Aqui e Agora!!!

    Namastê
    Helena

    ResponderExcluir

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