12/01/2015

- A ESCRAVIDÃO BÁSICA -

"O sexo é o instinto mais poderoso
 no ser humano"

OSHO

A repressão sexual, o tabu sexual, é a verdadeira base da escravidão humana"


(Comentário: S. de Estrelas - Vejam a grande verdade que nos diz Osho nesta mensagem, verdade que a grande maioria se nega a ver, e se a vê, continua fingindo não a ter visto. Mas se assumirmos que realmente é assim que funciona nossa educação e nosso meio social, mais chances teremos de nos libertar desses tabus, que tanta frustração, repreensão e bloqueios nos tem imposto que limitam nossa vida, nossa alegria de viver e Ser neste mundo, como realmente deveríamos ser, Livres e Amorosos).

Os políticos e os sacerdotes entenderam desde o princípio que o sexo é a maior força motriz do ser humano. 

Ela precisa ser reduzida, precisa ser cortada.

 Se permitirem ao ser humano total liberdade no sexo, não haverá possibilidade de dominá-lo, será impossível torná-lo um escravo.

Você já não viu isso sendo feito?

 Quando se quer que um touro puxe uma carroça, o que se faz?

Ele é castrado, aniquila-se sua energia sexual.

 E você já percebeu a diferença entre um touro e um boi?

 Que diferença! 

 Um boi é um triste fenômeno, um escravo.

 Um touro é uma beleza, um fenômeno glorioso, um grande esplendor. 

Veja um touro andando, ele anda como um imperador! 

E veja um boi puxando uma carroça.

O mesmo se fez com o ser humano: o instinto sexual foi restringido, cortado, mutilado. 

Agora o ser humano não é mais um touro, ele é um boi, e cada ser humano está puxando mil e uma carroças.

 Olhe e descobrirá, atrás de você, mil e uma carroças, e você as está puxando.

Por que não se pode colocar um touro para puxar uma carroça? 

O touro é poderoso demais.

 Ao ver uma vaca passando, ele atira ambos longe, você e a carroça, e vai atrás da vaca!

 Ele não se importa nem um pouco com você e não escuta.
 É impossível controlar o touro. 

A energia sexual é a energia da vida, e ela é incontrolável.

 E o político e o sacerdote não estão interessados em você, mas em canalizar sua energia para outras direções.

 Assim, existe um certo mecanismo por trás disso, que precisa ser entendido.

A repressão sexual, o tabu sexual, é a verdadeira base da escravidão humana. 

 O ser humano não pode ser livre a menos que o sexo seja livre.

 O ser humano não pode ser realmente livre a menos que seja permitido à sua energia sexual um desenvolvimento natural.

Estas são as cinco estratégias pelas quais o ser humano foi convertido em escravo, num fenômeno vil, num mutilado.

O primeiro é:

Mantenha o ser humano tão fraco quanto possível, se você quiser dominá-lo.

 Se o sacerdote ou o político desejam dominá-lo, eles precisam deixá-lo o mais fraco possível. 

 E a melhor maneira de manter uma pessoa fraca é não dar liberdade total ao amor. 

 Amor é nutrição. 

Agora os psicólogos descobriram que, se uma criança não recebe amor, ela atrofia e fica fraca. 

Você pode lhe dar leite, pode lhe dar remédios, pode lhe dar tudo o mais, mas não dê amor. 

 Não a abrace, não a beije, não a deixe sentir o calor do seu corpo e ela começará a ficar cada vez mais fraca.

 Existem mais chances de a criança morrer do que de sobreviver.

O que acontece?

 Por quê? 

Basta abraçar, beijar, dar calor humano para a criança se sentir nutrida, aceita, amada, necessária. 

Ela começa a sentir-se digna, a sentir um certo sentido em sua vida.

Ora, desde a tenra infância nós a deixamos à míngua; não damos tanto amor quanto necessário. 

 Então, tentamos forçar os jovens a não se apaixonar, a menos que se casem. 

 Aos catorze anos de idade eles se tornam sexualmente maduros. 

Porém, a educação deles pode levar mais tempo, mais dez anos, até que tenham vinte e quatro, vinte e cinco anos.

 Depois, eles obterão seus mestrados, seus doutorados... 

Dessa maneira, tentamos forçá-los a não amar.

A energia sexual atinge seu clímax em torno dos dezoito anos de idade. 
Nunca mais um homem será tão potente, e nunca mais uma mulher será capaz de ter um orgasmo mais intenso do que será capaz em torno dos dezoito anos

Mas nós os forçamos a não fazer amor - meninos e meninas são mantidos separados, e entre eles fica todo o mecanismo da polícia, dos professores, dos zeladores, dos vice-diretores, dos diretores.

Todos eles estão lá, exatamente no meio, impedindo os meninos de procurarem as meninas e impedindo as meninas de procurarem os meninos.

 Por quê? 

Por que se toma tanto cuidado?

 Eles estão tentando matar o touro e criar um boi.

Quando você atinge os dezoito anos de idade, está no auge de sua energia sexual, da sua energia amorosa.

 E, quando você se casa, está na casa dos vinte e cinco, vinte e seis, vinte e sete anos... e a idade está aumentando cada vez mais. 

Quanto mais culto um país, mais tempo se espera, porque é preciso aprender mais, procurar um emprego, isso e aquilo. 

Quando você se casa, o seu poder sexual já está praticamente em declínio.  

Você ama, mas o amor nunca fica realmente quente, nunca chega ao ponto em que a pessoa evapora; ele permanece morno. 

E não sendo capaz de amar totalmente, você não poderá amar seus filhos, porque você não sabe como. 

Você não conheceu o apogeu, como poderá ensinar seus filhos, como poderá ajudá-los a chegar ao apogeu?

Ao longo dos tempos, o amor foi negado ao ser humano, para que ele permanecesse fraco.


Segundo:

Mantenha o ser humano tão ignorante e iludido quanto possível, para que ele possa ser facilmente enganado. 

 E, se você deseja criar um tipo de idiotice, que é uma necessidade para o sacerdote e para o político e suas conspirações, então o melhor é não permitir que ele mergulhe livremente no amor. 

Sem amor, a inteligência da pessoa diminui.

 Você não observou isso? 

Quando você se apaixona, de repente todas as suas capacidades ficam no auge, em ascensão

Um momento atrás você parecia entediado e, então, encontra a pessoa amada; de repente, uma grande alegria emerge de seu ser, você fica radiante.  

Enquanto as pessoas amam, elas atuam em seu máximo. 

 Quando o amor desaparece ou quando ele não está presente, elas atuam em seu mínimo.


As pessoas mais inteligentes são as mais sexuais.

 Isso precisa ser entendido, porque a energia do amor é basicamente inteligência.  

Se você não pode amar, de algum modo fica fechado, frio; você não pode fluir.  

Amando, a pessoa flui; amando, a pessoa se sente tão confiante que pode tocar as estrelas.

  Por isso, a mulher se torna uma grande inspiração, o homem se torna uma grande inspiração. 

Quando uma mulher é amada, ela fica mais bela, imediatamente, instantaneamente! 

Um momento atrás ela era apenas uma mulher comum, e agora o amor se derramou sobre ela - ela é banhada por uma energia totalmente nova, uma nova aura surge à sua volta.

 Ela caminha mais graciosamente, uma dança surgiu em seu passo. 

Agora seus olhos têm imensa beleza, sua face brilha, ela fica luminosa.

 E o mesmo acontece com o homem.


Quando as pessoas estão amando, elas atuam da melhor maneira possível. 

Não permita o amor, e elas permanecerão no mínimo.

 Quando elas permanecem no mínimo, ficam estúpidas, ignorantes, não se importam em saber. 

E, quando as pessoas são ignorantes, estúpidas e iludidas, podem ser facilmente enganadas.

Quando as pessoas são sexualmente reprimidas, reprimidas no amor, começam a almejar outra vida, pensam no céu, no paraíso, mas não pensam em criar o paraíso aqui e agora. 

Quando você está amando, o paraíso é aqui e agora. 

Então, você não se importa.

 Então, quem vai ao sacerdote, quem se importa se deveria ou não haver um paraíso?  

 Você já está nele!

 Você não se interessa.

 Mas, quando sua energia amorosa é reprimida, você começa a pensar: 
"Aqui não há nada, o agora é vazio. 

 Em algum lugar deve haver algum objetivo...

Você vai ao sacerdote e pergunta sobre o paraíso, e ele pinta belas imagens do paraíso.

 O sexo foi reprimido para que você possa ficar interessado na outra vida. 

E, quando as pessoas estão interessadas na outra vida, naturalmente não se interessam por esta.

Esta vida é a única vida.

 A outra vida está oculta nesta vida! 

Não é contrária a ela, não está distante dela; a outra está dentro desta.

 Mergulhe nesta vida - ela é isto!

 Penetre nela e também descobrirá a outra.

 Deus está oculto no mundo, está oculto no aqui e agora.

 Se você amar, será capaz de senti-lo.

O terceiro segredo:

Mantenha o ser humano tão amedrontado quanto possível. 

 E a maneira segura é não lhe permitir o amor, porque o amor aniquila o medo, expulsa o medo. 

 Quando você está amando, não tem medo.

 Quando está amando, pode lutar contra o mundo inteiro, sente-se infinitamente capaz de qualquer coisa.

 Mas, quando você não está amando, tem medo de coisas pequenas.

 Quando você não está amando, fica mais interessado em segurança, em proteção. 

Quando você está amando, fica mais interessado em aventura, em investigação. 

As pessoas não tiveram permissão para amar porque essa é a única maneira de deixá-las com medo.

  E, quando elas estão com medo e trêmulas, estão sempre de joelhos, curvando-se para o sacerdote e para o político.

Essa é uma grande conspiração contra a humanidade, contra você! 

 Seus políticos e seus sacerdotes são seus inimigos, mas fingem ser servidores públicos. 

 Eles dizem: "Estamos aqui para servi-lo, para ajudá-lo a atingir uma vida melhor, para criar uma vida boa para você."

E eles são os destruidores da própria vida.

O quarto:

Mantenha o ser humano tão infeliz quanto possível, porque uma pessoa infeliz fica confusa, não tem auto-estima, condena-se e sente que deve ter feito algo errado. 

 Uma pessoa infeliz não tem base; pode-se empurrá-la para lá e para cá e ela pode se transformar muito facilmente num joguete. 

E uma pessoa infeliz está sempre disposta a ser comandada, a receber ordens, a ser disciplinada, porque ela sabe:  
"Por mim mesma, sou simplesmente miserável. 

Talvez alguém possa disciplinar a minha vida."
Ela é uma vítima.

E o quinto:

Mantenha as pessoas tão alienadas umas das outras quanto possível, para que não possam se unir para algum propósito que o sacerdote e o político possam não aprovar.

 Mantenha as pessoas separadas umas das outras, não deixe que elas tenham muita intimidade. 

 Quando as pessoas estão separadas, isoladas, alienadas umas das outras, elas não podem se unir. 

E existem mil e um truques para mantê-las separadas.

Por exemplo: se você estiver segurando a mão de um homem - você é um homem e está segurando a mão de um homem, andando na rua a cantar -, você se sentirá culpado, porque as pessoas começarão a olhar para você.

 Você é bicha, homossexual ou algo assim? 

 Dois homens não têm permissão de estarem felizes juntos, não têm permissão de darem as mãos, de se abraçarem. 

Eles são condenados como homossexuais, e surge o medo. 

Se seu amigo vem e segura sua mão, você olha à volta:
"Estão olhando ou não?"

E você fica com pressa de soltá-la.

O aperto de mãos é apressado. 

Você observou isso?

 Você simplesmente toca a mão do outro, balança-a e está acabado. 

Você não segura a mão, não abraça o outro; você tem receio. 

Você se lembra de seu pai abraçando você? 

 Você se lembra de sua mãe abraçando você depois que você ficou sexualmente maduro?  

Por que não?

 O medo foi criado.

 Um jovem e sua mãe se abraçando?

 Talvez algum clima sexual surgirá entre eles, alguma ideia, alguma fantasia. 

O medo foi criado; o pai e o filho, o pai e a filha, não; o irmão e a irmã, não; o irmão e o irmão, não!

As pessoas são mantidas em compartimentos separados com fortes paredes à volta delas.

 Todos são classificados e existem mil e uma barreiras. 
Sim, um dia, depois de vinte e cinco anos de todo esse treinamento, você tem permissão de fazer amor com sua esposa. 

 Mas agora, o treinamento penetrou muito fundo em você e, de repente, você não sabe o que fazer. 

 Como amar? 

Você não aprendeu a linguagem.

 É como se uma pessoa fosse proibida de falar por vinte e cinco anos. 

 Escute: por vinte e cinco anos ela não teve permissão de falar uma única palavra e, de repente, você a coloca num palco e lhe diz: 
 "Dê uma boa palestra." 

O que acontecerá? 

Ela cairá ali mesmo. 

Ela poderá desmaiar, poderá morrer... vinte e cinco anos de silêncio e, agora, de repente, espera-se que ela dê uma grande palestra? 

Isso é impossível.

E é isso o que está acontecendo!

 Vinte e cinco anos de antiamor, de medo e, de repente, a lei lhe permite amar - você tem uma licença e agora pode amar essa mulher. 
"Essa é sua esposa, você é o marido dela e vocês têm permissão de amar um ao outro."

 Mas onde vão parar aqueles vinte e cinco anos de treinamento errado?

Eles estarão presentes.

Sim, você "amará"... fará gestos. 

 Não será explosivo, não será orgástico; será muito comedido. 

É por isso que você fica frustrado depois de fazer amor - noventa e nove por cento das pessoas ficam frustradas depois de fazer amor, mais frustradas do que jamais estiveram. 

 E elas sentem:

 "O que é isso?

 Não existe nada!

 Isso não é verdadeiro!"

Primeiro, o sacerdote e o político deram um jeito para que você não fosse capaz de amar e, depois, vêm e pregam que não existe nada significativo no amor. 

E certamente a pregação deles parece correta, parece estar exatamente de acordo com a sua experiência

Primeiro eles criam a experiência de futilidade, de frustração e, depois, o ensinamento...  

E juntos, ambos parecem lógicos, uma peça só. 

 Esse é um grande truque, o maior já feito para enganar o ser humano.

Essas cinco estratégias podem ser usadas por meio de uma só: 
o tabu contra o amor. 

É possível cumprir todos esses objetivos impedindo, de alguma maneira, as pessoas de se amar.

 E o tabu foi apresentado de maneira científica. 

Esse tabu é uma grande obra de arte - demonstra grande habilidade e astúcia.

 Trata-se realmente de uma obra-prima!

 Esse tabu precisa ser entendido.

Primeiro, ele é indireto, oculto.

  Ele não é aparente, porque sempre que um tabu for muito óbvio, ele não funcionará.

 O tabu precisa ser muito oculto, para que você não saiba como ele funciona; tão oculto que você não possa nem imaginar que seja possível algo contra ele.

 Ele precisa penetrar no inconsciente, e não no consciente.

 Como fazê-lo ser tão sutil e indireto?


O truque é o seguinte: primeiro, insista em ensinar que o amor é maravilhoso, para que as pessoas nunca pensem que os sacerdotes e os políticos são contra o amor.  

Continue a ensinar que o amor é maravilhoso, que ele é a coisa certa a fazer e depois não permita nenhuma situação em que o amor possa acontecer. 

Não permita que a oportunidade surja, não dê oportunidade e insista em ensinar que a comida é fantástica, que comer é uma grande alegria, "Coma tão bem quanto puder.

 Mas não ofereça nada que seja comestível.

 Mantenha as pessoas famintas e insista em falar sobre o amor. 

 Assim, todos os sacerdotes ficam falando sobre o amor. 

 O amor é mais louvado do que qualquer outra coisa; ele só perde para Deus, e é negada toda a possibilidade de o amor acontecer.

 Diretamente, eles o encorajam; indiretamente, eles cortam suas raízes. 

 Essa é a obra-prima.

Nenhum sacerdote fala como causou o mal. 

É como se você ficasse dizendo a uma árvore, "Seja verde, floresça, dê frutos", e então corte as raízes dela, de tal modo que a árvore não possa ser verde.

 E ao ver que a árvore não está verde, você pode saltar sobre ela e dizer
"Escute! 
Você não escuta, não nos segue".

 Cansamos de dizer "Seja verde, floresça, dê frutos, dance ...", e enquanto isso, continua a cortar as raízes dela.

O amor é negado a tal ponto... 

E o amor é a coisa mais rara do mundo, ele não deveria ser negado. 
Se uma pessoa puder amar cinco pessoas, deveria amar cinco pessoas.

 Se puder amar cinqüenta, deveria amar cinqüenta

Se puder amar quinhentas, deveria amar quinhentas.

 O amor é tão raro que, quanto mais você puder espalhá-lo, melhor. 

Mas existem grandes estratégias - você é forçado a ficar num cantinho estreito, muito estreito. 

Você pode amar somente a sua esposa, o seu marido, somente isso e aquilo - as condições são inúmeras.

 É como se houvesse uma lei dizendo que você pode respirar somente quando está com sua esposa, somente quando está com seu marido.

 Assim, a respiração será impossível! 

Assim, você morrerá e não será nem mesmo capaz de respirar enquanto estiver com sua esposa ou seu marido.

 Você precisa respirar vinte e quatro horas por dia.

Seja amoroso.



E há uma outra estratégia: eles falam sobre um "amor mais elevado", e aniquilam o inferior. 

 Eles dizem que o inferior precisa ser negado: o amor corporal é ruim e o amor espiritual é bom.

Você já viu um espírito sem corpo? 

Você já viu uma casa sem alicerces? 

O inferior é o alicerce do superior.

 O corpo é a sua moradia; o espírito vive no corpo, com o corpo.

 Você é um espírito com corpo e um corpo com alma - você é ambos

O inferior e o superior não estão separados, eles são um só - degraus da mesma escada

O inferior não deve ser negado, mas transformado no superior. 

O inferior é bom.
 Se você se estagnar no inferior, a falta é sua, e não do inferior.

Nada está errado com o degrau mais baixo da escada.
Se você parar nele, você está parado; trata-se de algo em você.


Mexa-se.

O sexo não está errado.

 Você está errado se ficar estagnado ali.

 Vá para cima. 

O mais elevado não é contrário ao mais inferior; o mais inferior torna possível que exista o mais elevado.

E essas estratégias criaram muitos outros problemas.  

Toda vez que você está amando, você se sente culpado; surge uma culpa.

 E, quando existe culpa, você não pode entrar totalmente no amor - a culpa o impede, o mantém preso.

 E existe culpa mesmo ao fazer amor com sua esposa ou seu marido: você acha que isso é pecado, acha que está fazendo algo errado, "os santos não fazem isso" - você é um pecador.

 Dessa maneira, você não pode se mover totalmente, mesmo quando tem permissão, superficialmente, de amar sua esposa. 

O sacerdote está escondido atrás de você, em seu sentimento de culpa; dali ele o puxa, puxa as suas cordas.

Quando a culpa surge, você começa a sentir que está errado; você perde a auto-estima, perde respeito por si mesmo

E surge um outro problema: quando existe a culpa, você começa a fingir. 

 Os pais não permitem que seus filhos saibam que eles estão fazendo amor; eles fingem, fingem que o sexo não existe. 

Mais cedo ou mais tarde, o fingimento deles vai ser descoberto pelos filhos.

 E, quando os filhos descobrem o fingimento, perdem toda a confiança.

 Eles se sentem traídos, ludibriados.

E os pais dizem que os filhos não os respeitam - você é a causa disso; como eles podem respeitá-lo? 

 Você os tem enganado de todas as maneiras, tem sido desonesto, indigno

Você tem dito a eles para não fazer amor, "Tomem cuidado!", e você faz amor o tempo todo. 

E mais cedo ou mais tarde virá o dia em que eles se darão conta de que nem mesmo o pai e a mãe foram verdadeiros com eles. 

Como eles podem respeitá-los?

Primeiro, a culpa cria o fingimento. 
Depois, o fingimento cria a alienação das pessoas.

 Mesmo o filho, o próprio filho, não se sentirá sintonizado com você.

 Existe uma barreira - o seu fingimento.

 E, quando você sabe que todos estão fingindo... 
Um dia você vem a saber que está simplesmente fingindo e que os outros estão fazendo o mesmo. 

 Quando todos estão fingindo, como você pode se relacionar? 

Quando todos são falsos, como você pode se relacionar?  

Como você pode ser amigável quando em todos os lugares existem fraudes e tapeações? 

Você fica muito, muito magoado com a realidade, fica muito amargo.

 Você a percebe somente como uma
 oficina do demônio.


Osho




Post. e Formatação
11/4/2012

Autor: Osho




Fonte: Livro Amor, Liberdade e Solitude

4 comentários:

  1. Bom dia Semeador,
    O sexo, admirável fonte de felicidade e prazer, devido ao fácil apego que gera, sempre foi causa também de sofrimentos e deturpações. Prostituição e exploração sexual existem desde tempos imemoriais, mas atualmente adquiriram uma dimensão tal que o sexo, associado à propaganda,estimulado pela mídia e incentivado como uma maneira de viver, desviou­se totalmente da fontede alegria e prazer que sempre foi.A banalização do sexo veio como consequência da banalização do amor. Não deveria haver problemas ou proibições religiosas, exigências de celibato ou cobranças de fidelidade, mas como se perdeu a noção do que seja o amor e esse foi substituído pelo apego, gerando ciúmes,vinganças e desejos irrefreados de repetição do prazer sexual, o sexo acabou se tornando um problema a ser enfrentado e combatido.Procuramos incansavelmente uma vibração chamada AMOR, focalizando essa busca muitas vezes na manifestação da nossa sexualidade.Dentro desse aspecto, a nossa humanidade foi drasticamente “marcada” por falsos conceitos sobre a verdadeira origem e poder da energia sexual.Mais uma vez fomos manipulados, de um lado, por interesses fanáticos que nos incutiram culturalmente as idéias de pecado, vergonha e culpa a respeito do sexo e, de outro, por “postulados” que, visando uma suposta libertação nesse aspecto, levaram muitas pessoas a acreditar que com o uso e abuso do sexo poderiam alcançar os “céus”.Tanto uma como a outra destas duas “posturas” foram sustentadas com o intuito de manipular essa “preciosa” força criadora e curadora que chamamos de energia sexual, afastando­-nos mais uma vez da nossa essência divina.Hoje, devido às mudanças energéticas e freqüenciais que o planeta vem sofrendo, estamos sendo, mesmo que inconscientemente, “empurrados” a mudar nosso foco de entendimento a respeito destes assuntos para poder dessa forma nos alinhar com essas grandes transformações.Para isso a nossa energia sexual precisa ser trabalhada e curada.Desde o ponto de vista físico, quando fazemos uso dessa energia durante o ato sexual, estamos interagindo com nosso sistema glandular que responde liberando uma série de substâncias e hormônios. Algumas dessas substâncias são mantidas e absorvidas pelo organismo enquanto outras são direcionadas “para fora” a exemplo do sêmen que é usado para a fecundação.
    No momento que interagimos com este sistema, estamos também acionando as energias e cargas contidas em nossos chakras, que durante o ato sexual sofrem importantes mudanças e passam a criar uma série de pontes sutis entre ambas as partes, permitindo a troca energética entre as mesmas.Quando se tem uma experiência sexual e os chakras não estão alinhados e “limpos”, a mesma torna-­se energeticamente desgastante pelo mau direcionamento da energia e pela contaminação de elementais negativos
    de ambas as partes.O chakra básico e sexual são os centros de maior interação numa relação sexual deste tipo e também os que mais sofrem com as cargas negativas que absorvemos durante as mesmas. Lembrando também que quando
    interagimos apenas com estes dois chakras estamos ativando só duas das doze fitas do nosso DNA original.( continua no próximo coment)

    ResponderExcluir
  2. (continuação do anterior)
    Hoje, grande parte da humanidade pratica sexo sem consciência, muitas vezes usando drogas e bebendo álcool,camuflando suas inseguranças e medos, abrindo dessa forma portais para energias densas e umbralinas que se alimentam dessas experiências.Quando o homem busca se relacionar sexualmente com sua parceira apenas para descontração, divertimento ou para se libertar do estresse, passa a “contaminar” energeticamente a mulher que é a receptora, podendo a mesma sofrer as conseqüências disso no nível físico, apresentando distúrbios ou desequilíbrios no seu aparelho reprodutor.Sem falar logicamente nas doenças sexualmente transmissíveis, drama da nossa atual sociedade. Mas não é só a mulher que “sofre” essas conseqüências, ela também pode seriamente interferir negativamente na energia de seu parceiro; apenas, ela por ser “receptora”, sofre mais as conseqüências.Toda vez que determinada pessoa convida outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um
    apelo nesse sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece­se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais em regime de reciprocidade. Podemos questionar: Sem amor, por que querer nos ligar a alguém que pouco ou nada conhecemos?O verdadeiro amor não é possessivo e não busca incessantemente o sexo, pois por si só já é desapegado e fonte inesgotável de prazer. Porém, atualmente, quando se fala de amor, fala-­se de satisfação de carências do ego. Ama­se com o cérebro e não com o coração.Ser atraente sexualmente e "livre" é a moda atual e vive­se em busca de valores sensoriais. Na falta de uma maneira mais profunda de se viver, mergulha­se no prazer dos sentidos como uma fuga, e o sexo é o maior desses prazeres. A sexualidade que deveria ser uma ponte em níveis mais elevados de consciência, perde-­se no instinto e no apego sensorial, e erra o alvo correto que deveria ser a espiritualidade e a ligação espiritual/amorosa entre dois seres.Mas a mensagem tem, a meu ver algumas controvérsias e um certo exagero, para uma força tão divina e linda, que não pode jamais ser levada como uma simples satisfação física, já que envolve a Kundalini, a maior força do Universo físico no homem. Desculpe-me tomar um espaço maior desta vez, mas o tema merece.Abraços da Mônica

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Mônica!...

      Muito boa sua dissertação sobre a sexualidade, é isso ai... Quanto ao exagero que vc viu na mensagem, quem sabe seja pelo fato de Osho estar falando de uma maneira natural, sem a presença do "como deve ser" e sim como é, a revelia de regras e conceitos estipulados pelo homem e sua sociedade. Evidente, tal qual vc citou, os desvirtuos dos verdadeiros princípios, e o deslumbramento pelo prazer instintivo sem consciência dessa energia, o que pode se dizer sempre existiu. Acredito que hoje essa fase extintiva, grosseira e a nível animal, nada contra os extintos animais que são naturais mas a nível animal instintivo, e onde a maioria, os que ainda não cresceram tanto se identificam. O homem como um ser elevado não deveria se deixar dominar por essa animalidade que esta em seu corpo físico, e sim se deixar levar por seu ser interior, seu ser amoroso e de unidade sem o envolvimento de sua animalidade latente em seu corpo, que nada mais é coisa do ego, da personalidade que insiste em querer ser, ser dominante e subjugadora dos outros. Como sempre foi dito e é dito... tudo são experiências, como alguém vai aprender se não experiênciar?... Mesmo que isso custe muito sofrimento, de qualquer forma servira de aprendizagem, até não digo que consiga por em pratica o que aprendeu nesta vida, mas nas próximas, onde terá já essa experiência latente em seu Ser. Por isso os jovens de hoje, os mais recentes, de 90 para cá, já são diferentes quanto aos velhos valores da sexualidade, para a nossa geração, os de gerações anteriores e que ainda estão contaminados com os conceitos de séculos, se chocam com a atitudes deles julgam e condenam por que eles estão fora de qualquer padrão estabelecido, mas eles fazem o que sentem, eles não se contrariam e não se relacionam com quem não gostam. Claro que falo aqui do normal, do jovem que segue seu coração, pois muitos não suportam a pressão social de cobranças e imposições disso e daquilo e se corrompem, tal é a pressão de nossa atual e desvirtuada sociedade.
      O dito por Osho nessa mensagem nos toca a todos, de uma maneira ou outra. E acredito que é esse o objetivo, para ver se rompemos com os padrões que sempre nos foram mostrados como certo. Certo para os grupos dominantes, como bem claro é especificado na mensagem, certo para os que sabem que quem desperta para um estado de Ser se Liberta, logo ele não pode chegar a esse estado de ser ele mesmo, então são feita as regras. O novo homem que surge, o Novo Mundo que surge será consciente de si mesmo e do todo, logo o que foi preciso regrar em um passado, não mais será necessário num futuro de consciência desperta, onde doutrinas regras ou leis serão obsoletas, pois todos saberão o que são e de como devem agir dentro de um Mundo de Interação e Unidade. Assim espero....

      Um grande abraço, e grato por tão valioso comentário.

      Excluir
  3. Olá Semeador,
    Muito procedente seu comentário, e permita-me fazer mais uma ressalva, abusando de sua hospitalidade;A expressão da sexualidade é o que temos de mais poderoso dentro de nós; não há diferença entre energia sexual e energia criativa, por exemplo, já que tudo é energia. Sentir-­se à vontade dentro do próprio corpo, oTemplo da Alma, é o início e o fim de uma auto­expressão mais íntegra, honesta e verdadeira de si mesmo.A mente pode viajar entre o passado, o presente e o futuro; o corpo é o que nos coloca no aqui e agora, no
    momento presente, com a consciência focada. Uma expressão sexual sem culpa (ainda que para muitos isso possa ser imoral ou mesmo amoral) é preferível, do que o confinamento do ser que pode levar à depressão e a todos os sentimentos de inadequação e suas conseqüências psicológicas mórbidas, incluindo a perversão.Sem querer colocar toda a culpa na Igreja , a verdade é que ela nos impôs a crença na desvalorização do que é um dos atributos mais importantes do ser humano: Seu corpo físico. Sem ele, como estaríamos encarnados? Cuidemos bem dele e sejamos generosos com suas necessidades. Lembrando de que na medida em que a Consciência avança, suas demandas são sublimadas e sutilizadas automaticamente. Um passo de cada vez, ­ mas sem culpa.
    Muito obrigada pelo espaço e pelas palavras.São recíprocas. Abraços da Mônica

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