30/07/2011

Sua Raiva é Amor Reprimido

AMOR E RAIVA  

Você não sente raiva por não ter amor, ao contrário, você a sente pois tem amor de sobra, todavia reprimido. 
Você poderia amar o mundo inteiro de uma só vez se tivesse a oportunidade. Mas sua mente não deixa. 
Ela e suas regras tolas impedem que a repressão acabe. 
Você vive em uma ditadura emocional, e a menos que comece a semear em cada sentimento, sensação e pensamento a verdade sobre o que há em você, a repressão continuará.
A esta altura você certamente compreende com nitidez que querer lutar contra a repressão não trará grandes resultados.
Perceba então que não há necessidade de sequer pensar em confronto, apenas se entregue.
Isso mesmo, entregue-se ao que está sentindo de maneira total. 
Se a raiva o está consumindo, deixe-se sentí-la com toda a intensidade. 
Mas enquanto o fizer, pergunte-se o porquê de ela estar presente em sua vida neste momento.
Será que você sentiria raiva se tivesse alguém a quem amar sem temores? 
Será que você sentiria raiva se estivesse em perfeita harmonia? 
Será que você sentiria raiva se não houvesse frustração?
  Será que você sentiria raiva se não houvesse mais razões para não se viver a vida?
Aliás, será que tais perguntas existiriam se você não estivesse frustrado emocionalmente?

A raiva provém da frustração. 
Da frustração de não poder amar sem receios, sem condições, sem regras, sem temores, sem perdas, sem limitações, sem questionamentos. 
A raiva surge quando a liberdade de amar de maneira absoluta não existe em sua vida. 
E isso passa pela mente.
Não somente pela sua, mas pelas mentes de outras pessoas.

"Como eu poderei amar absolutamente sem ser amado?" 
 
É isso que intrinsecamente você deve ter pensado. 
Você está fechado e está cheio.  
Você quer continuar cheio. 
Quer trocar o seu amor por outro, mas sem esvaziar-se.
Quer continuar pesado e seguro.
A segurança é tão benquista que sequer passa pela sua cabeça quaisquer conceitos que destruam-na. 
Por isso, você lê textos como este dia após dia na esperança de encontrar uma solução mágica para não abandonar sua segurança.
Mas sinto lhe dizer que não vai acontecer.
Não há fórmulas ou truques mágicos, há apenas a vontade inerente a cada um.
O amor que você reprime apenas se encontra nesta situação por sua paranóia a respeito da segurança.
Ao querer continuar cheio, você não é capaz de amar alguém sem ser amado, não é capaz de fazer o bem sem receber o bem em troca e não é capaz de tomar a iniciativa.
Você então espera e espera por um sinal dos céus, na vã esperança de que um dia será feliz e seguro ao mesmo tempo.
Compreenda que o amor que você reprime só poderá deixar de ser raiva quando você desapegar-se de sua necessidade de sentir-se seguro.
Quando você não necessitar de segurança, estará em um estado de pura potencialidade, livre de todos os pesos e argumentos falaciosos de sua mente. 
Você amará mesmo sendo odiado, você amará mesmo sendo renegado, você amará mesmo quando não pensar em amar.
Pois o amor é como água da qual todos podem beber, independente de índoles, de títulos, de filosofias, de hierarquias, de crenças, de atitudes e de idades. 
E você é a fonte dessa água, cada um de nós.
  Mas é necessário estar purificado de coração e mente para que a água seja límpida, fresca e sacie a sede de todos.

Seja essa fonte e proveja a necessidade daqueles que precisam de amor. 
Pois você o tem de sobra, só que não o deixa se expressar.




Extraido de: Pontencialidade Pura
http://www.blog.potencialidadepura.com

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