24/10/2013

Satsang do Coletivo do Um

(...)enquanto houver esse desejo, eu lhe garanto
 que você não poderá ali chegar. 


Por ALTA
Satsang do
Coletivo do Um

21.09.2013


Olá!

Questão:(9)Eu sou de Portugal e eu me chamo Mario.

Eu estou um pouco confuso com todas as informações recebidas e muitas vezes eu não consigo sintetizar e compreender na sua totalidade.

Eu tentei seguir as diferentes canalizações e conselhos, mas eu não recebi qualquer Vibração.

Quando eu tento fazer a meditação, eu tenho muita dificuldade porque eu não chego a desatar o mental das questões do trabalho, da família e de outras, não me deixando concentrar.

Eu peço ajuda aos Arcanjos, eu digo Kodoish, K, K Adonaï, sabbat, Ot, para me conectar com a Unidade, eu peço ajuda ao Universo, mas eu nada sinto de Vibração.

Eu quero dar-me ao abandono, mas o mental não me deixa.

Eu estou muito triste e desolado, mas eu não vou desistir.

Eu sou Reikiano e quando eu faço os tratamentos, eu não tenho qualquer reação como visões, eructações e outros sintomas.

 O meu mestre me disse que eu era transparente e é por isso que eu não tinha sensações.

O que acontece comigo?

Eu posso chegar ao estado de Ser?  - Mario C. -

Resposta de ALTA

Então, Mario, através de todas as frases que você coloca, é evidente que você faz intervir o que vem da sua pessoa, ou seja, o “eu quero”. 

A prática da meditação, que você considera como um desafio, onde é preciso fazer calar o mental, aonde o mental vem perturbá-lo, tudo isso parece representar uma influência da sua personalidade sobre você mesmo. 

Ou seja, aí, você está no ponto de vista daquele que está na prisão, que quer a todo custo ver, sentir, perceber o que está fora da prisão, mas que permanece na prisão. 

Ora, é uma prisão muito especial, vocês sabem: não há grade nas janelas, não há fechadura, não há guarda. 

Há apenas alguém que ali acredita, que acredita estar na prisão e, mesmo que ele não a veja, ele está na prisão. 

É um ponto de vista que é aquele da personalidade.

A única questão, nesse caso, para mim, que você trouxe, não é “eu quero sentir”, “eu quero afastar o meu mental”, “eu quero transmitir o Reiki” (sobre o qual eu não vou falar, aliás)

Mas, em tudo isso, transparece na sua pergunta esta vontade magnífica de fazer o bem, de querer ajudar, de querer curar, de querer viver as Vibrações.

 Porém, enquanto houver esse desejo, eu lhe garanto que você não poderá ali chegar. 

É preciso uma rendição incondicional da personalidade.

 Isso não é se suicidar, isso não é se afastar do mundo, nós já vimos isso.

Isso é estar plenamente Aqui, plenamente Agora, plenamente no Presente.

 Então, é claro, quando estamos neste estado, o que acontece?

 Quando não estamos como de costume ou quando somos incomodados pelo mental, isso significa que um pensamento que chega, há que observar os seus pensamentos, de onde vêm esses pensamentos. 

Esses não são os seus pensamentos, essas não são as suas ideias. 

Essa não é a sua história. 

Porque, quando vocês estão neste espaço Interior, que vocês tentam viver, a personalidade não tem nada que fazer ali.

Isso é uma mudança de olhar, uma mudança de ponto de vista. 

Então, se vocês esperarem, permanecendo no mesmo ponto, aquele da pessoa, esperando uma ajuda exterior, esperando viver as Vibrações, esperando ver as coisas, mas vocês não vão conseguir. 

Nem vivê-lo, nem vê-lo, ou então isso irá permanecer nas esferas ligadas à personalidade que chamamos de astral.

Agora, é preciso despojar-se de si mesmo, ou seja, desaparecer. 

Novamente, não vejam a palavra ‘desaparecer’ como ‘permanecer tranquilo’ o tempo todo, como um convite para nada fazer, ou para desaparecer deste mundo. 

Isso é o desaparecimento de si mesmo.

 É colocar-se, sem cessar, esta primeira questão: “Quem eu sou?”. 

Quando um pensamento chegar, “Quem eu sou?”. 

Os pensamentos vão parar e, naquele momento, vocês irão gostar de saber, vocês irão afirmar: 
“Eu Sou”. 

Aí, vocês irão constatar por vocês mesmos, bem depressa, que nenhum ruído exterior, nem o mental, nem os pensamentos, nem as emoções, nenhum sofrimento do próprio corpo, poderão alterar o que vocês São, de toda Eternidade.

Muitas vezes, os Irmãos e as Irmãs têm dificuldade de fazer a diferença quando falamos de mudança de ponto de vista. 

A mudança de ponto de vista, isso não é ser de um partido político de esquerda e tornar-se de direita.

A mudança de ponto de vista, isso é ver que a política é um vasto jogo de papéis que não tem qualquer importância para o que Somos. 

Encontramos tudo isso também no livro “O diálogo com o Anjo”, de Gitta Mallasz. 

O que vocês escolhem? 

Vocês escolhem o peso ou a leveza? 

Tudo o que pertence à personalidade, tudo o que pertence à história pessoal, mesmo as pequenas coisas, são um peso em relação à leveza da Eternidade. 

Agora, isso, isso é para colocar-se a questão do que significa realmente um ponto de vista, do que significa realmente “permanecer tranquilo”. 

Permanecer tranquilo, isso não é a vontade, mesmo a vontade da Luz, mesmo a vontade de bem. 

É permanecer realmente na posição do Silêncio daquele que Acolhe.

 Krishnamurti passou muito tempo falando desta revolução Interior, dessa mudança de olhar, dessa mudança de ponto de vista. 

Mas, o problema é que não podemos mudar o ponto de vista permanecendo no mesmo lugar, ou seja, em meio ao jogo, em meio à pessoa.

É preciso, agora, conceber-se, apreender-se, sentir-se em um outro tempo, Vasto.

 É nesta Vastidão, nesta Imensidão, que se encontram as respostas.

 Elas não se encontram na interrogação de “por que eu vivo isso e não aquilo?”, “por que eu tenho tal karma?”.

 Isso é uma explicação linear daqueles que ainda estão na crença e na vivência da ilusão, de uma ação-reação, o bem, o mal, a vontade de bem, a vontade de mal, e que estão em um esforço enorme da personalidade que é, aliás, muito louvável, mas que não adianta. 

Isso é crer que vocês vão progredir, que vocês vão melhorar e que vocês vão mudar porque a sua vontade foi empregada para a espiritualidade, para outra coisa que o que vocês São. 

Então, o que vocês São nada tem a ver com o ‘eu’, o que vocês São nada tem a ver com a sua história, o que vocês São nada tem a ver com as Vibrações. 

Eu mencionei, da última vez, que as Vibrações são a interferência, o que chamamos de franjas de interferência, de justaposição e de dissolução, entre a parte efêmera (o ‘eu’) e esta parte eterna (o Estado de Ser, o Si e o Absoluto)

Então, se vocês não viverem essas Vibrações, isso não significa que vocês estão atrasados, isso não significa que vocês têm um karma, isso simplesmente significa que vocês não mudaram de ponto de vista. 

Mudar de ponto de vista significa mudar de lugar, mudar de posição, mas não da posição sentada ou deitada, mas de posição da consciência. 

BIDI, Nisargadatta, disse muitas vezes, durante a sua vida:
“Esqueça-se!”

“Esqueça-se!”.

 Omraam Mikaël Aïvanhov teve, durante algumas canalizações, frases bem pesadas que, aliás, não foram mencionadas na transcrição, chegando até a dizer a algumas pessoas:
“Ocupem-se das suas nádegas!”.

Sem querer dizer assim que elas deviam se ocupar disso, mas realmente para chocar a pessoa a fim de que ela parasse de se posicionar na história dela e entrasse na Verdadeira história que, de fato, não tem desenrolar no tempo e no espaço, que é o Si e que é a Eternidade.

Então, na sua pergunta, Mario, não é questão de estar em atraso. 

E quando você diz de seguir as canalizações, eu lhe digo simplesmente que não há ninguém para seguir. 

Vocês não podem seguir seja quem for, porque, a partir do momento em que vocês seguirem uma pessoa, a partir do momento em que vocês seguirem até mesmo um Ser de Luz, vocês não são vocês mesmos. 

Então, é claro, houve um período de aproximação, como eu diria, e aqueles que conheceram os Intervenientes do AD bem se aperceberam disso, ou seja, construímos cenários, elaboramos uma construção para descobrirmos, no final, mas somente no final, que esta construção também é ilusória. 

Isso significa que, MARIA, quer a sentimos à esquerda ou não a sentimos, e o mundo inteiro, como todos os Seres de Luz, como todas as sombras, estão unicamente no que nós Somos.

 Então, para ver isso e para vivê-lo, há simplesmente que se posicionar de forma diferente, mudar de olhar e permanecer tranquilo, mas, uma vez mais, não tomem o ‘permanecer tranquilo’ como um convite para ficarem, durante as 24 horas, sentados em uma cadeira, esperando pelo Santo Espírito.

 Ele jamais irá se revelar assim, jamais!





Post. e Formatação
http://semeadorestrelas.blogspot.com/

Tradução para o português e 
divulgação: Zulma Peixinho

Blog: Satsang do Coletivo do Um
 Questão 9 (21-09-2013)
Transcrição do texto (em francês): Marie-Louise Gaston

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