14/10/2011

HUMANIDADE EM EVOLUÇÃO - Capítulo II

A HUMANIDADE QUE COMEÇA

RAMATAN 
Autres Dimensions                                                                                              

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CAPÍTULO II

O Um nas múltiplas formas de vida.


Que a luz seja e a luz foi.
 

A luz é. 


Caro amigo leitor, após ter passado esse primeiro capítulo, que viu a reafirmação de sua Unidade primordial, é tempo, agora, de ir um pouco mais adiante no desenvolvimento da Luz que você é.

Entendamo-nos bem, caro amigo leitor.
Quando nós falamos de luz, nós não falamos, absolutamente, da luz visível, da luz que ilumina seus dias e que escurece suas noites.

Nós queremos falar de um processo dinâmico existente na interioridade da alma e da manifestação do Espírito que é a essência da irradiação do Divino, que é a essência e a particularidade essencial, primordial, da Unidade dos filhos da Lei de Um.

Essa luz é um processo de expansão em crescimento permanente, que irradia, obviamente, certo número de qualidades que veremos, progressivamente e à medida deste segundo capítulo.
 


A luz é o que permite a manifestação da vontade de Deus, da vontade da Unidade e da participação de filhos da Lei de Um a essa vontade. 

A luz é, de algum modo, o cimento, o elemento de coerência e de coesão de todas as Unidades indivisíveis.

Apenas pode haver comunhão, apenas pode haver relação autêntica com uma luz autenticamente presente e autenticamente manifestada.

A luz participa, obviamente, da qualidade intrínseca do universo e das Unidades, ou seja, o Amor.

A luz de Amor não é uma vã palavra.

A luz do Amor não é uma utopia ou uma concepção do mental ou uma concepção emocional.

A luz é algo que se basta a si mesma.

A luz é algo que se auto-mantém, auto-gera-se e auto-reproduz-se.

É indispensável compreender que a luz é algo que se manifesta assim que a Unidade multiplica-se.
 

Ela é o elemento que liga; o elemento que vai reunir as Unidades da multiplicidade.

Essa luz, amigo leitor, é aquela que vai, no momento em que você a recebe, transformar, totalmente, seu ser, porque ela é capaz – pela sua simples manifestação e sua simples emergência ao nível da consciência –
de despertar em você a Unidade que você é, de recordá-lo de sua Fonte primeira e de seu contrato inicial de Unidade criada da Unidade. 

Nisso, é essencial que essa luz seja assimilada, digerida, vivida, compreendida e manifestada de maneira coerente e autêntica.

Assim, não pode ser aportada qualquer definição primordial, mas, simplesmente, julgar, através das manifestações de seu efeito, através da apreciação de efeitos dela, no desenrolar da vida e nos diferentes planos de manifestação da vida, certamente, extremamente importantes.
 

Assim, vamos, portanto, amigo leitor, se você efetivamente quiser, começar a analisar o efeito da luz. 

Primeiramente, em seu mundo de três dimensões, privado do acesso à quinta dimensão.
E, em seguida, em nosso mundo, povo do Intraterra, nós veremos qual é o efeito dessa luz que se manifesta desde extremamente longo tempo, já em sua quinta dimensão, ao mesmo tempo estando, ainda, presente em nossos corpos de terceira dimensão.

A luz é algo que faz parte de sua herança e de seu patrimônio, tanto ao nível da alma, mas, também, ao nível de seu patrimônio genético.
 

Assim, a luz está confinada em cada uma de suas células.
Cada uma das parcelas de seu ser, cada um dos átomos que constituem sua essência e sua manifestação possui essa parcela de luz, essa centelha, caso contrário, a vida não seria possível e manifestada.

Convém, portanto, compreender e assimilar que essa luz manifesta-se desde o aspecto o mais tênue de seus constituintes até a totalidade da Unidade, no conjunto de suas estruturas e no conjunto de seus campos de consciência e de coerência e de percepção.
 

Como eu dizia, ao invés de definir o que não pode ser definido através de palavras ou de uma linguagem, convém apreciar o que corresponde a luz em seu mundo de terceira dimensão de superfície. 

E a primeira coisa a compreender é que não se pode definir uma manifestação – qualquer que seja, tanto ao nível de uma emoção como de um fenômeno climático, como de uma parcela de seu ser – como uma oposição entre a luz e a sombra.

É mais correto falar de grau de manifestação de luz porque, mesmo no que poderia parecer, ao seu Espírito dividido, manifestação de sombra total
(como privada, totalmente, de luz), convém compreender que, mesmo nessa manifestação, não poderia haver manifestação se a sombra fosse total.
O que volta a dizer que, na sombra a mais escura, existe uma parcela de luz.

Convém, portanto, redefinir, amigo leitor, todas as manifestações da vida, não dicotomizando o bem e o mal, a sombra e a luz, o Amor e o não Amor, mas, efetivamente,
falar da intensidade de luz. 

Essa intensidade de luz, progressivamente e à medida que a luz torna-se cada vez mais intensa, cada vez mais irradiante, cada vez mais potente mesmo, vai provocar manifestações de vida que vão, totalmente, ao sentido da coerência, da alegria e do prazer da vida.

- pág. 24
Em contrapartida, se essa luz vem a diminuir e, portanto, diminuir seu potencial, sua irradiação, sua coesão, sua coerência, ela combinaria, necessariamente, manifestações que iriam ao oposto de manifestações da vida na alegria e no prazer. 
 
As manifestações tornar-se-iam, portanto, não coerentes, não harmoniosas e não em acordo com a Fluidez da Unidade, com a Fluidez e a beleza da vida.

Assim, convém a você redefinir tudo o que lhe acontece enquanto alma encarnada, caro leitor, ou a você, em suas relações, ou a você, em seu lugar do universo; situar-se, não como um fenômeno de sombra e de luz, mas, unicamente, como potenciais de luz mais ou menos atualizados. 

Há, tanto no nascimento de uma entidade humana como em sua morte, muita luz, mas, simplesmente, essa luz pode estar em fase de expansão ou de contração.

A luz, no momento do nascimento,
corresponde a um fenômeno de contração, enquanto, no momento da morte, há um fenômeno de dissipação e um fenômeno de descompressão, que corresponde ao processo do que vocês chamam «a morte». 

A quantidade de luz é, portanto, nesses casos, estritamente idêntica; não pode haver desperdício de luz.

Não pode haver criação de luz em relação à entidade que vocês são.

Eis, portanto, um primeiro ponto em relação à luz.

Em relação à vida e à morte, não há criação ou desaparecimento de luz, mas há compressão e descompressão de luz, manifestação ou não manifestação dessa luz, através de seu potencial observado no exterior, e não em relação à realidade intrínseca do fenômeno.
 

Agora, no que concerne à qualidade de uma relação, se tomamos a relação entre dois seres humanos, que passará, necessariamente, em sua civilização de superfície, pela linguagem, convém compreender que, quanto mais essa linguagem exprima uma qualidade e uma quantidade de luz, mais o outro estará na escuta e na aceitação do que é dito. 

E, em contrapartida, se essa luz viesse, desta vez, a diminuir em intensidade ou em qualidade, é evidente que a linguagem seria recebida, por aquele que escuta, como uma agressão, como algo de agressivo, como algo que choca, eventualmente, desestabilizante.

A intensidade de luz, nesse caso de troca relacional, é um elemento essencial que vai determinar a natureza de suas relações com seus congêneres.


Aí está um segundo exemplo.

Agora, nós devemos definir, também, essa luz, não em relação ao que ela é,
mas em relação aos seus efeitos, no que é (os eventos, os fenômenos que acontecem durante o desenrolar de sua vida), tanto no plano afetivo, como no plano profissional, como no plano de suas alegrias e de suas dores.

Nós podemos afirmar, sem temor que, quanto mais você irradiar a luz que você é, em relação direta com a Unidade que você é, mais se manifestará em sua vida, e isso, em todos os setores de sua vida, manifestações que serão da ordem da sincronia, num primeiro tempo, da ordem da coerência total de manifestação entre o que você pensa, o que você é e o que lhe acontece.

Num segundo tempo, manifestar-se-á o fenômeno de hiper-sincronia, o que quer dizer que o que você cria em pensamento manifestar-se-á com uma latência cada vez mais curta em sua vida e em seu ambiente. 

Enfim, quando você tiver passado a etapa da hiper-sincronia, você entrará na Fluidez da Unidade.
 

E, aí, você compreenderá que a luz que você se tornou acompanha-se, sistematicamente, de sua manifestação em tudo o que acontece em sua vida.


E você não poderá mais conceber, naquele momento,
um evento com o mental, que poderia parecer como desestabilizante ou como contrário ao seu prazer.

Você o levará ao seu exato lugar, pelo que ele é, ou seja, um evento que vem revelar-lhe a natureza de sua experiência e, mesmo se isso não seja visível, num primeiro tempo, isso vai concorrer para o aumento de sua luz e para o aumento de sua radiação de luz, progressivamente e à medida do tempo que se escoa em sua vida.


Isso, obviamente, você não pode compreender no momento, porque
você está limitado pela barreira do tempo, mas, entretanto, com o recuo e com a experimentação do tempo que avança, progressivamente e à medida de seu tempo, você poderá contemplar os resultados desses eventos passados e ver seu efeito em sua realidade de luz de hoje.


É nisso, também, que lhe é pedido para não julgar os eventos que lhe acontecem, em função da qualidade de sombra e de luz, porque um evento que pode ser julgado como extremamente traumatizante, no momento em que você o vive em sua vida, é, necessariamente, portador de uma quantidade de luz que está bem além do que você pode esperar, no momento em que você o vive.

Não lhe convém, absolutamente, levar um julgamento sobre o evento que acontece em sua vida em relação à qualidade benéfica ou maléfica de luz, em relação a uma qualidade de luz, mas contentar-se de viver
a Fluidez da Unidade através desse evento.

Não julgá-lo, não interpretá-lo, não correlacioná-lo, mas deixá-lo acontecer tal uma experiência e conceber que, no final das contas, bem mais tarde, quando você levar seu olhar ainda mais iluminado do que hoje, você compreenderá que esse fenômeno que podia parecer-lhe, a priori, desconcertante, ou mesmo insuportável, ou mesmo oposto à luz, fazia apenas participar da expansão de sua luz.

Isso demanda não um discernimento, mas o que se poderia chamar uma atitude benevolente em relação ao mecanismo de vida.


Aí está o único modo de fazer crescer a luz que você é, porque você é luz, não duvide disso, e isso, de toda a eternidade. 

Mas convém manifestar, exteriorizar e amplificar essa qualidade de luz, progressivamente e à medida de seus minutos que passam, progressivamente e à medida de suas vidas que passam, a fim de amplificar essa qualidade de irradiação e, sobretudo, essa qualidade de recurso e de recontato com a Fonte final da Unidade.


(pág. 25)

No que lhe concerne, e em seu mundo manifestado, o afastamento da Fonte que você é, o afastamento da divisão permitiu criar um jogo no qual lhe parece que tudo evolui por processos alternantes de vigília, de sono, de dia, de sombra e mesmo a luz de seu Sol projeta o que se chamam as «sombras levadas» que, como nós o faremos viver um pouco mais tarde, não existem, absolutamente, em nosso mundo e em nosso modo de manifestar a luz no Intraterra.
Mas esse jogo, você o quis.
 

É necessário, efetivamente, que você compreenda que a sombra levada não é uma sombra real, mas é, simplesmente, mascarada em seu potencial de luz, a um dado momento, por algo que está diante da luz.

E, portanto, convém, aqui, afirmar que, obviamente, o que você se apercebe como uma sombra é apenas a ausência, temporária e fragilmente limitada, da luz.

Convém compreender que o que lhe aparece como sombra ou a noite é apenas um fenômeno temporal e não um fenômeno estável e definitivo, mas ligado à ilusão do tempo que passa.


A luz, como você compreende agora, nessa terceira dimensão, é, portanto, fundamentalmente ligada ao tempo e ao espaço, à disposição espacial e à disposição do tempo.


E você deve admitir que existem espaços ou tempos em que o tempo e o espaço não são compreendidos e vividos como nesta dimensão e que permitem, portanto, uma manifestação instantânea na luz, sem sombra levada, independentemente do tempo e independentemente do espaço.

Aí está o que se pode dizer sobre essa luz, mas é necessário que você compreenda, também,
as ações e reações dessa luz.

Progressivamente e à medida que ela cresce em você, progressivamente e à medida que você afirmar sua Unidade com o Divino, progressivamente e à medida que você afirmar o Eu Sou Um, você poderá contemplar o desaparecimento de zonas a que você chamava «sombra».


Você poderá constatar que essa luz adquire uma potência de realização bem mais importante ao nível de pensamentos e de ideias que você cria.


É nisso que certo número de constituições energéticas que sobrevêm nos tempos presentes são suscetíveis não unicamente de modificar sua compreensão, mas, também, de modificar o impacto de seus pensamentos sobre sua realidade, o impacto de suas ideias.


Muito frequentemente, foi dito, no passado:
«torna-se o que se crê e cria-se o que se é».
 

Obviamente, isso é verdadeiro, mas num lapso de tempo que era, anteriormente, bem mais longo do que o que era observado, porque hoje, enfim, para parafrasear, de algum modo, uma das frases mais importantes que disse seu maior neófito nesta superfície:


«felizes serão aqueles que creem sem ver, porque eles serão salvos.

Felizes serão aqueles que forem como crianças, porque eles passarão as portas as mais estreitas que conduzem ao céu.

Feliz aquele que tiver a fé para deslocar montanhas, porque ele deslocará, realmente, as montanhas».

Aí, essa fé torna-se tão total
não fé em si, mas fé na luz, na Unidade, não fé no ego – que, quando há tal concordância, tal potência de luz, a luz atualiza-se, totalmente, mesmo através da densidade da matéria.

Assim reside o poder da iniciação essencial que se chama a transfiguração, que consiste em receber a Unidade da Divindade em si, a polaridade feminina de Deus e que se traduz, realmente, por uma iluminação total de corpos como foi vivida por algumas pessoas que vivem sobre este planeta e como lhes será proposto, num tempo relativamente próximo, para aqueles que terão a chance de conseguir superar as limitações e as sombras do ego, a fim de aceder à pura luz do que eles são.
 

Naquele momento, os corpos serão transfigurados. 

Eles ascensionarão e serão revestidos de pura luz, dessa veste sem costura que foi referida em seu apocalipse de São João, desse corpo de glória, esse corpo imortal que será, naquele momento, revelado à sua plena potência.

E, quando esse corpo é revelado à sua plena potência, é evidente que ele não pode ser tocado por qualquer sombra projetada.

Assim era nas palavras de seu evangelho, quando Jesus dizia:
«quem me tocou?», e quando a mulher que o tocou viu seus sangramentos pararem, instantaneamente, simplesmente após ter tocado o manto de seu Mestre. 

Assim, é-lhe pedido, hoje, para tornar-se seu próprio Mestre e essas qualidades, que lhe pareciam tão espetaculares através dos escritos, devem tornar-se seu quotidiano, seu lote quotidiano, nos anos que vêm.
Assim, seu Mestre pôde dizer: 

«O que eu faço, vocês o farão bem maiores ainda». 

Não, unicamente, Ele antecipava o que estava chegando, mas Ele tinha, autenticamente, razão, porque Ele era a luz encarnada.

O verbo faz carne,
a luz encarnada, totalmente, e cada uma de Suas células era resplandecente dessa luz autêntica.

É-lhe pedido, hoje, para chegar e andar para esse caminho, para essa estrada, a fim de tornar-se um corpo que não terá mais sombra levada, um corpo que será capaz de irradiar essa luz cujo poder transformador – em sua vida e nos eventos que serão colocados em face de seu caminho e em seu caminho – tem o mesmo efeito sobre os seres reencontrados. 

A potência de radiação da luz é tal que ela é extremamente contagiosa. 

Progressivamente e à medida que vocês sobem na gradação de intensidade de luz, vocês fazem participar a Terra toda, inteira, desse impulso de luz, e cada amplificação dessa intensidade acompanha-se, para a Terra, de uma amplificação de intensidade de sacralização.

Assim vai a vida.

Assim, vocês vão compreender, pouco a pouco, progressivamente e à medida que vocês desenvolverem essa luz da Unidade, que vocês são não unicamente religados a todas as parcelas de vida, mas que vocês inter-reagem com todas as parcelas de vida, para o maior bem de todos.

De fato, aí está o paradoxo da luz: é que ela não se cria, ela se revela e, progressivamente e à medida que ela se revela, ela se amplifica, ela mesma, e ela vai desvendar e revelar a luz dos outros fenômenos e das outras entidades que cruzarão seu caminho.

-pág. 26

Assim, o Mestre pôde, também, dizer:

«reconhece-se a árvore por seus frutos». 

Obviamente, quanto mais a árvore é nutrida pela Unidade, pela luz, mais os frutos serão belos, mais os frutos serão importantes e mais os frutos terão o gosto maravilhoso da Divindade.

Aí está, caro amigo leitor, o que lhe importa, hoje, conceber: não a luz através de sua definição e compreensão, mas através de sua manifestação e de sua revelação que, eu espero, será, para você, a cada dia, cada vez mais importante.

-pág. 27

A manifestação da Luz nos mundos do Intraterra 

Vista pelo «walk-in de superfície» 

Primeiro elemento que vejo e que parece extremamente surpreendente é que a luz não parece provir de uma Fonte, mas que a luz é irradiada de toda a parte. 

Quando nós, na superfície, olhamos o céu, vemos o céu azul e vemos de onde vem a luz: ela vem do Sol. 

Aí, quando eu olho o teto do Intraterra, primeiro ali se perde.

Tem-se a impressão de que não há limites, mas cada ponto desse teto é fonte de luz.

Assim, quando eu olho meu corpo, não há, efetivamente, qualquer sombra levada em lugar algum.
 

Isso é válido para meu corpo, como para as massas de habitações ou salas de reuniões ou, também, para os vegetais, que servem de nutrição aos nossos amigos delfinoides.

A fotossíntese faz-se de maneira absolutamente curiosa, uma vez que as plantas são, todas, uniformemente, de um verde escuro, que se molham, não na terra, mas numa espécie de geleia nutritiva, perfeitamente incolor, translúcida e como fosforescente.
 

As divisões das pseudo construções parecem, elas mesmas, luminescentes, irradiadas e construídas com essa luz, mesmo se, efetivamente, possa-se tocá-las como algo de duro, com, entretanto, um contato físico extremamente liso e suave, um pouco como a pele de um mamífero marinho, sem, contudo, haver o lado vivo que temos para os mamíferos marinhos, é claro. 

O mesmo fenômeno produz-se entrando no interior, tanto das salas geodésicas, das salas do Conselho, como nas habitações sob forma de ninhos de abelhas, sob forma de colmeias, com estruturas octogonais ou hexagonais em alguns casos. 


Não há ponto de fonte luminoso, ou seja, não há janela ou abertura para essa luz do teto. 

Entretanto, o interior possui o mesmo tipo de irradiação de luz.

A mesma qualidade de luz está presente, tanto no interior como no exterior.

A característica essencial dessa luz é que ela é vivida num modo de suavidade, como algo que acaricia que, em caso algum, pode queimar ou esquentar nem desencadear frio.

Ela parece adaptar-se, perfeitamente, de maneira inteligente, à estrutura sobre a qual ela se impacta como onda luminosa, tanto sobre as divisórias das salas geodésicas como sobre minha própria pele.

Ela constitui como um revestimento, de algum modo, de algo de muito tênue, mas, entretanto, real, palpável, sob a forma de uma onda que penetra, levemente, mas, também, como um revestimento que permaneceria na superfície dos elementos que ela encontra, vestindo-os, de algum modo, dessa radiância.
 

Portanto, absolutamente nenhuma sombra levada.

A luz vem de toda a parte, tanto do céu, obviamente, como dos materiais constituintes, como dos vegetais, como da superfície dos seres vivos.
 

Única coisa um pouco específica é que o que se poderia chamar um solo não é, de fato, um solo constituído de terra, mas tem um aspecto como vitrificado, sem ter o lado frio do gelo, sem ter o lado sombrio das pedras escuras, tal como algumas pedras negras como a obsidiana ou gaio [geai].

Mas, entretanto, essa estrutura sobre a qual pusemos as palmas
(ndr: o walk-in bidirecional está no corpo de Ramatan) parece um pouco esponjosa, não tão dura, mesmo se o contato apareça como duro. 

Há certa flexibilidade, certa impregnação de passos que se faz para restituir após uma forma normal.

É como se estivéssemos sobre uma matriz viva.

Não se deve esquecer que estamos, aí, em cidades gigantescas, que estão situadas a dez, vinte, trinta quilômetros sob a terra e que, portanto, é extremamente surpreendente ver que não somos comprimidos nos deslocamentos. 

Nós não estamos, tampouco, em algo de muito leve; há certa substância em tudo o que se toca, em tudo o que se vê.

A luz é onipresente. 

E a característica, aliás, é que, quando um dos «golfinhos» põe-se a pensar, quando ele envia um pensamento para alguém ou alguma coisa, é como se se pudesse sentir a onda que se propaga, como se houvesse uma modificação dessa substância que não é o ar, que é, de fato, a luz aglomerada, que corresponde, em nossa dimensão, ao éter.

No entanto, eu não vejo glóbulos de prana, no sentido em que se entende, nós, sobre nossa Terra de superfície.
 

Mas há, entretanto, partículas que não são redondas, que têm uma forma geométrica um pouco hexagonal, seis lados, que se deslocam, que se alinham em função dos movimentos, em função dos vegetais, em função das estruturas e que viajam de maneira extremamente harmoniosa, extremamente fluida, que nós podemos seguir, mesmo se, aparentemente, o deslocamento faça-se de próximo a próximo, de maneira instantânea.

É muito difícil descrever e não dá uma impressão de velocidade, mas como se um sinal elétrico percorresse de próximo em próximo, de lâmpada a lâmpada, uma atrás da outra, mas tudo isso ao mesmo tempo.

Mostram-me, agora, que essa luz vem, efetivamente, do que eu chamo o teto, mas não é um teto.

Eles estão, realmente, em contato com
a interioridade de fenômenos da vida, enquanto nós estamos em contato com a exterioridade de fenômenos da vida.

É como se houvesse um dedo de luva invaginado.

-pág. 28

Nós estamos em contato com o exterior; eles estão em contato, realmente, com o interior. 

Há, portanto, como uma reversão entre o que acontece no mundo de superfície e no mundo do Intraterra, em todo caso, para esse mundo do Intraterra. 

Assim, confirmam-me que a Fonte luminosa que, para mim, é todo o teto, corresponde à irradiação do Sol Central, o que quer dizer que estamos, aí, diante de um sol que aquece, um sol que queima, um sol que está extremamente distante em termos espaço-temporais, mas que, entretanto, tem uma irradiação instantânea, porque, aqui, nós passamos há 320.000 anos num fenômeno interiorizado. 

As estruturas hexagonais do prana do éter são ligadas à arquitetura do funcionamento desses seres. 

Devido ao seu funcionamento geodésico em estrutura unificada de 24 entidades, eles foram capazes de passar da forma redonda à forma hexagonal, que representa um nível de organização da luz muito mais elevado no plano vibratório do que nossa organização redonda de glóbulos de prana.

Isso permite a eles estarem em contato com mundos multidimensionais bem além daqueles nos quais eles vivem e manter, ao mesmo tempo, um contato com a materialidade densa da terceira dimensão.

O que explica, também, seja no Intraterra e em algumas cidades do Intraterra, que se encontrem essas famosas portas dimensionais de acesso aos outros sóis e aos outros planetas sagrados.

Não por um fenômeno exteriorizado espaço-temporal, mas, ao contrário, por um fenômeno de hipercontração do tempo e do espaço, que conduz ao que se chama o tempo zero, que permite uma viagem espaço-temporal, mas de maneira instantânea, graças à luz.

E, aí, a influência espiritual foi tal,
através da fusão de Unidades ocorrida há 320.000 anos, que se tornou possível manifestar a substituição da luz, no sentido visual, pela luz espiritual.
O que eu tive a chance de ver aí corresponde, realmente, ao que nós chamamos, nós, na superfície, a luz interior, a luz da EQM (NDR: Near Death Experience ou Experiência de Morte Iminente ou Experiência de Quase Morte), a luz de Deus, a luz do Divino, mas, aí, sob forma organizada, sob forma irradiante e permanente, que permite toda manifestação de vida na quinta dimensão, ao mesmo tempo mantendo um «gancho» de terceira dimensão.

Esse fenômeno de interiorização da luz conduz, portanto, à sua revelação, o que quer dizer que o que eu tenho sob os olhos corresponde aos átomos constituintes do que Ramatan chama a luz espiritual para nós.
 

É, aparentemente, o que nós somos chamados a controlar, a desenvolver.

É também essa luz, na organização do éter, que está bem além do prana no sentido em que nós o entendemos, a Fonte do que é chamada a
«energia livre», o que quer dizer que essa luz essencial de quinta dimensão é capaz de transpor-se, instantaneamente, como elemento constitutivo da terceira dimensão e materializar tudo o que os seres têm necessidade.
Portanto, eles não trabalham através de fábricas, coisas que eu jamais vi. 

Eles não trabalham através de um trabalho material, mas eles produzem a matéria graças ao trabalho espiritual de unificação da luz.

E tudo é absolutamente construído assim.

Eles têm, apesar do aporte dessa luz e da nutrição que representa essa luz, necessidade de condensar certa forma de matéria, através desses vegetais.
 

Vegetais que se assemelham a plantas gordurosas, extremamente espessas, com abundantes folhas que representam seu substrato nutricional; dizem-me, e que é absorvido em muito pequena quantidade, mas que permite, entretanto, regenerar as estruturas biológicas que os constituem.

Portanto, o ponto essencial é que, quando passarmos, suficientemente, ao nosso próprio interior, seremos capazes de manifestar ao exterior de nós essa luz espiritual, através de produções materiais.
 

É-nos pedido, hoje, fazer passar essa luz visível, que nós vemos em nosso mundo, para o interior. 

Daí os rituais de andar sobre o fogo, daí os rituais de meditação em face do sol ou em face da lua, que nos permitem ingerir essa luz de maneira a poder criar a luz espiritual em nosso mundo.

Assim,
Ramatan mostra-me que o que nós representamos na iconografia, pela auréola dos Santos, pela iluminação, pelas chamas que saem da cabeça corresponde à criação da luz espiritual, a partir de certa fase de interiorização da luz física. 

Há, portanto, uma espécie de alternância entre a luz física e a luz espiritual. 

Essa alternância necessita, para passar de uma à outra, um fenômeno de reversão e de interiorização que permite passar de uma célula de luz (ou glóbulo de luz redondo) para um glóbulo de luz espiritual (que é hexagonal) e, portanto, a particularidade essencial é poder criar, unicamente pela intenção, qualquer forma material.
-pág. 29
Exercício prático: 

A Luz 

Assim, caro amigo leitor, através do que pude dizer-lhe sobre a luz e o que pôde observar meu walk-in consciente, podemos afirmar, obviamente, que a única coisa que você tem a fazer com a luz é comê-la, interiorizá-la.
Eu não falo, unicamente, da luz solar.

Eu falo de todas as luzes que o circundam, de conceber que você se banha na luz e absorver, integrar, ingerir, comer, absorver totalmente, pelos poros de sua pele, essa luz, a fim de transformá-la em luz espiritual, a fim de poder, um dia, transformar a luz espiritual em matéria.

-pág. 30
Continua 


(S.E. Capitulos publicados:
Marcador -RAMATAN)


Post. e Formatação:
Semeador de Estrelas


Tradução e Divulgação:
Célia G

Fonte: Autres Dimensions
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