14/03/2017

Só uma Pessoa Rebelde é Realmente Revolucionária

"O rebelde não pertence a nenhuma igreja, 
a nenhuma organização"(...) 

Osho

(Nota: S.de Estrelas - Atentem para o "rebelde" aqui citado por Osho, não é um ativista, não é um Anarquista, não é um manifestante de rua ou um revolucionário que invoca armas. Mas um revolucionário da alma, um rebelde que contesta e não aceita o sistema imposto a base de crenças e dogmas sobre a alma. Esse rebelde aqui citado, somos nós, aqueles que não aceitam os programas da Matriz, aqueles que tentam de todas as formas dissolver o paradigmas e as tradições criadas pelas igrejas e tudo o que sufoca a alma, e restringe a manifestação do Espirito).

Perguntaram a Osho:


Você pode falar mais um pouco sobre as qualidades de um rebelde? É a mesma coisa que o “novo ser humano”?

As qualidades do rebelde são multidimensionais. 

Primeiro, o rebelde não acredita em nada a não ser na própria experiência.

 A verdade de­le é sua única verdade; nenhum profeta, nenhum messias, nenhum salvador, nenhuma santa escritura, nenhuma tradição antiga pode lhe dar a verdade.

 Eles podem falar sobre a verdade, podem fazer muito estardalhaço sobre a verdade, mas saber sobre a verdade não é co­nhecer a verdade. 

Saber sobre a verdade é o mesmo que tecer comen­tários em torno dela. 

Mas quem fica em torno nunca chega ao centro.

O rebelde não tem sistema de crença - crente ou ateu, hindu ou cristão. 

Ele é um investigador, um buscador. 

Mas é preciso entender algo bastante sutil: o rebelde não é um egoísta.

O egoísta também não quer pertencer a nenhuma igreja, a nenhuma ideologia, a nenhum sis­tema de crença, mas a razão para ele não querer pertencer é comple­tamente diferente da razão do rebelde. 

O egoísta não quer pertencer porque pensa demais em si mesmo.

 Ele é egocêntrico; só consegue fi­car sozinho.

O rebelde não é egoísta, é totalmente inocente. 

A sua descrença não é uma atitude arrogante, mas uma abordagem humilde.

 Ele está simplesmente dizendo, “A menos que eu encontre a minha própria verdade, todas as verdades que emprestei dos outros são como um far­do para mim, elas não vão me libertar. 

Posso me tornar uma pessoa instruída, mas não conhecerei nada com o meu próprio ser. 

Não serei testemunha de nenhuma experiência”.

O rebelde não pertence a nenhuma igreja, a nenhuma organização, porque não quer ser apenas um imitador. 

Ele quer permanecer puro e imaculado para que possa buscar sem nenhum preconceito, de modo que possa permanecer aberto e sem nenhuma ideia preconcebida. 

Mas toda a abordagem é de uma pessoa humilde.

Um rebelde respeita sua própria independência e também res­peita a independência de todas as outras pessoas.

 Ele respeita a sua própria divindade e respeita a divindade de todo o universo. 

Todo o universo é seu templo - é por isso que ele abandonou os pequenos templos feitos pelo homem. 

Todo o universo são suas sagradas escri­turas - é por isso que ele abandonou todas as sagradas estruturas es­critas pelo homem. 

Mas não é por arrogância, é para empreender uma humilde busca.

 O rebelde é tão inocente quanto uma criança.

A segunda dimensão será não viver no passado, que não existe mais, e não viver no futuro, que não existe ainda, mas viver no pre­sente com a máxima consciência e espírito alerta que se possa conse­guir. 

Em outras palavras, viver consciente no momento. 

Normalmente vivemos como sonâmbulos.

 O rebelde tenta viver uma vida de cons­ciência. 

A consciência é sua religião, a consciência é sua filosofia, a consciência é seu modo de vida.

A terceira dimensão é que o rebelde não está interessado em do­minar os outros.

Ele não tem avidez pelo poder, porque essa é a coisa mais feia do mundo. 

A avidez por poder destruiu a humanidade e não permite que ela seja mais criativa, que seja mais bela, que seja mais saudável, que seja mais inteira.

 E é essa avidez pelo poder que acaba le­vando aos conflitos, às competições, à inveja e finalmente às guerras.

A avidez por poder é a base de todas as guerras. 

Se você observar a história humana... toda a história humana não passa de uma histó­ria de guerras, do ser humano matando o ser humano. 

As razões mudaram, mas a mortandade continua. 

Parece que as razões são apenas desculpas. 

O fato real é que o ser humano gosta de matar.

Numa fábula de Esopo - e essas são as melhores fábulas do mun­do, muito simples e cheias de significado -, uma ovelhinha está be­bendo água de um riacho das montanhas, com água limpa e cristalina. 

Um leão enorme se aproxima e, naturalmente, se interessa pela ove­lha - é hora do café da manhã. 

Mas ele tem que encontrar uma des­culpa para o seu comportamento, então diz à ovelha, “Você está sujando o riacho. Não entende que eu sou o rei da selva?”

A pobre ovelhinha diz, “Mas Sua Alteza, estou bebendo água num trecho mais abaixo do rio, por isso, mesmo que eu suje a água, ela es­tá correndo rio abaixo - não na sua direção. 

O senhor está tornando-a suja e eu estou bebendo essa água. 

Por isso sua lógica está errada”.

O leão viu que a ovelha tinha razão e ficou com muita raiva.

 Dis­se, “Você não tem respeito pelos mais velhos.

Está discutindo comigo”.

A pobre ovelha rebateu, “Não estou discutindo, estou simples­mente constatando um fato. 

O senhor pode ver para onde a água es­tá correndo”.

O leão se calou por um momento e então disse, “Agora eu me lembro

Você pertence a uma família muito pouco instruída e mal edu­cada.  O seu pai me insultou ontem”.

A pobre ovelha disse, “O senhor deve estar falando de outra pes­soa, porque o meu pai morreu há três meses e o senhor deve saber que ele está na sua barriga. 

Ele não está mais vivo porque o senhor o almoçou. 

Como ele pode tê-lo desrespeitado? 

Ele está morto!”

Aquilo foi demais. 

O leão pulou sobre a ovelha e agarrou-a, di­zendo, “Você não tem modos, não conhece as regras de etiqueta, não sabe se comportar”.

A ovelha disse, “O fato é que é hora do almoço. 

Simplesmente me devore, não precisa inventar mais desculpas”.

Uma fábula tão simples!

 Esopo fez milagres.

 Ele disse muita coi­sa sobre o ser humano.

Um rebelde vive simplesmente no momento, com percepção, sem nenhum desejo de dominar. 

Ele não tem nenhuma ânsia de poder.

É um cientista da alma - essa é a quarta dimensão. 

Assim como a ciên­cia usa a dúvida, o ceticismo, a investigação, ele usa os mesmos mé­todos para a busca interior.

 A ciência os usa para a realidade objetiva, ele os usa para sua própria subjetividade. 

Mas ele não condena a dú­vida, não condena o ceticismo, não condena a desobediência, não con­dena uma abordagem descrente da realidade. 

Ele mergulha dentro do seu próprio ser com uma mente científica.

A religião do rebelde não é supersticiosa, é científica.

 Sua religião não é a busca de Deus, porque começar com Deus significa que você já aceitou a crença e, se aceitou a crença, a sua busca está contamina­da desde o princípio.

O rebelde penetra no seu mundo interior de olhos abertos, sem nenhuma ideia do que está procurando.

 Ele continua polindo sua in­teligência. 

Continua tornando seu silêncio mais profundo, sua medi­tação mais profunda, para que o que quer que esteja oculto dentro dele venha à superfície; mas ele não tem ideias preconcebidas sobre o que está procurando.

Ele é basicamente um agnóstico.

 Essa palavra tem que ser lem­brada, pois ela descreve uma das qualidades mais básicas. 

Existem crentes que acreditam em Deus, existem ateus que não acreditam em Deus e existem agnósticos que simplesmente dizem, “Não sabemos ainda. 

Vamos buscar, então vamos ver. 

Não podemos dizer nada an­tes de termos procurado em todos os recônditos do nosso ser”

O re­belde começa com “eu não sei”.

É por isso que eu digo que ele é como uma criança pequena, inocente.

Dois garotinhos discutiam sobre a possibilidade de fugir de ca­sa.

 “Mas se os nossos pais nos pegarem, vão bater em nós”, disse um deles.

“Então batemos neles também”, disse o outro.

“Mas não podemos fazer isso! 

A Bíblia diz que temos que honrar pai e mãe.”

“Tudo bem, então eu bato no seu pai e você bate no meu.”

Uma solução simples e inocente, sem nenhuma dificuldade!

O rebelde vive uma inocência infantil, e a inocência é o mais mis­terioso dos fenômenos. 

Ela abre as portas de todos os segredos da vida.

uma pessoa rebelde é realmente revolucionária e é verdadei­ramente religiosa. 

Ela não cria uma organização, não cria um séqui­to, ela não cria igrejas.

Mas é possível que rebeldes possam ser companheiros de viagem; possam apreciar a companhia uns dos outros, possam gostar de dan­çar juntos, de cantar juntos, de chorar juntos, para sentir a imensidão da existência e a eternidade da vida juntos.

Eles podem se fundir num tipo de comunhão sem ter que renunciar à própria individualidade; pelo contrário, a comunhão de rebeldes fortalece a individualidade de todos, nutre a individualidade de todos, dá dignidade e respeito à in­dividualidade de todos.






Post. e Formatação

Semeador de Estrelas 
http://semeadorestrelas.blogspot.com
13/11/2013

Fonte blog 
palavras de Osho

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