16/03/2015

AÏVANHOV - QUESTÕES/RESPOSTAS -

"Pai, eu entrego o meu Espírito em suas mãos. 
Que Sua Vontade seja feita e não a minha"


O.M. AÏVANHOV

Publicações ou
notas de fevereiro 
de 2015

(Preparação
Inicio)
OMA: Esta manhã, temos questões que vão encadear-se, rápidas, pelo menos vamos tentar, porque há os que falam muito, eu não sou o único, não é?

QUESTÃO 1: eu vivo um paradoxo entre minha vontade e a minha necessidade de permanecer tranquilo e as solicitações profissionais, que são cada vez mais importantes.

Então, cara amiga, cada um tem a viver, muito precisamente, o que criou.

Isso quer dizer o quê?

Você sente o apelo da Eternidade para permanecer tranquila.


Há o apelo do efêmero, com todas as imposições do efêmero que são, é claro, legítimas: ganhar sua vida, responder às demandas familiares, profissionais e outras, e você constata que há os que nada fazem e outros que se encontram com ainda mais coisas a fazer.

É uma questão de responsabilidades.

Por exemplo, você tomou consciência de que há sua Eternidade, que busca a tranquilidade e, depois, as necessidades da profissão, mas isso pode ser a mesma coisa para as necessidades afetivas, isso pode ser a mesma coisa para o que há a resolver e a decidir nesse mundo.

Mas tudo o que lhes é proposto é, muito exatamente, o que vocês têm a realizar.

E, se é vivido como o sentido de uma distorção, ou seja, que não há ajuste entre essa necessidade de tranquilidade e o que é demandado, mas o que é demandado, hoje, é a resultante direta do que você projetou em sua vida, antes mesmo das Núpcias Celestes.

Mas, também, é o que vai permitir-lhe, qualquer que seja o fundamento, qualquer que seja a situação, conseguir permanecer tranquila, na algazarra do mundo.

Isso quer dizer que a Eternidade faz desaparecer o efêmero.

Se o efêmero está aí, é que é preciso ali estar, é claro, isso não é, jamais, uma fuga ou uma negação do que é proposto nesse mundo.

Mas a capacidade para ficar imóvel, no sentido da consciência, permite fazer o que pode parecer difícil a fazer quando sua consciência, aquela do observador, portanto, do Si, vai observar o que é do domínio do efêmero, e vai observar o que é do domínio da Eternidade.

Mas, aí também, você sabe que as atribuições vibrais foram distribuídas, mas você deve colocar-se em acordo, de uma maneira ou de outra.

Então, como você faz nesses casos?

Ou você tenta conciliar os dois, e você vai aperceber-se de que isso será cada vez mais difícil e, no entanto, como você sabe, é preciso, efetivamente, enfrentar suas obrigações, seus compromissos, mas, também, suas próprias projeções.

Mas, além disso, eu diria, de uma maneira mais geral: qualquer que seja sua idade, se a vida coloca-a em uma situação diferente, ou amplificada em seu caso, é que, aí também, você é, entre aspas, é testada.

É você que se testa a si mesma, você tem os elementos, você sabe o que a põe tranquila, o que você deseja, e você sabe o que a afasta disso.

Isso não quer dizer que seja preciso entrar em reação e suspender e suprimir o que a incomoda.

Ambos devem casar-se.

A tranquilidade, seu desafio, talvez, seja permanecer nesse ajuste, nesse alinhamento, em cada olhar, cada gesto de atividade que você faça e, se você não está na escolha entre o efêmero e o Eterno, mas apreende, nos mecanismos da consciência, que é uma justaposição e uma sobreposição ao nível da consciência, um pouco como aqueles que viveram as viagens no corpo de Existência.

Havia o corpo de Existência no Sol, as viagens, para aqueles que as viveram, nas dimensões, os reencontros, as comunhões, as fusões, não vamos voltar a isso, e, depois, eram experiências que provocavam uma ruptura, havia a experiência e, depois, havia a vida comum.

E agora, como você diz, para muitos de vocês, quer nada façam ou trabalhem muito, quer não tenham problema algum ou muitos problemas, abençoem o que se manifesta, porque é a oportunidade que lhes é dada de estar, eu diria, em conformidade consigo mesmos.

Então, é claro, a consciência dividida, separada, mesmo o observador do Si não vai compreender, porque há momentos nos quais você entra no interior de si, a vibração, a consciência, o Absoluto, a Infinita Presença manifestam-se com mais facilidade, com mais evidência.

E, de outro lado, isso dá a impressão de fazer diferenciações, por vezes, enormes, entre o que é do domínio da Paz, dessa vacuidade, dessa Alegria, desse Amor, e o que sua vida, aqui, dá a você, ainda, talvez, a viver.

Mas é, justamente, através disso que não se deve nem julgar, nem culpar e, como eu disse há dois dias, colocar o Amor à frente.

É para isso que é destinado.

É não, unicamente, o abandono à Luz, mas é verificar, por si mesmo, em face de um ser, em face de uma situação, em face de um determinado ambiente, ver: 
"E se eu colocasse o Amor à frente?".

Não para pedir que se retire de você o espinho do pé, não é?

Se você considera que há um espinho do pé, mas, realmente, para atravessar isso harmonizando os dois.

É assim, como eu dizia há dois dias, que, nesse momento, é claro, você tem alguns momentos de estase, nos quais você tem a impressão de perder o fio do efêmero, através da memória, através das dores, através das situações que estavam resolvidas e que voltam à cara, mas, aí, isso não é para fazer um trabalho em si, é feito para abandonar o Si, para responder à sua atribuição vibral nesse plano.

Porque a passagem faz-se aqui e agora.

É, efetivamente, apaixonante viver as Linhagens estelares, viver todas as experiências que vocês têm vivido com mais ou menos intensidade, mas, hoje, é preciso, também, transcender as experiências, ou seja, ser capaz de manter, primeiramente, uma equanimidade, em seguida, uma resiliência espontânea, que não é um esforço do ego, que não é um esforço da pessoa, mas, justamente, o desaparecimento da pessoa.

Então, você vai dizer-me: se eu desapareço como pessoa, meu automóvel ela não dirige.

Eu vou responder-lhe, simplesmente, que há um momento no qual você será apreendida por essa justaposição, essa sobreposição e essa travessia.

E, aí, você vai apreender, por si mesma, o mecanismo que está no trabalho, ou seja, você vai reparar, cada vez mais facilmente, em seu ritmo. 

Até o momento em que Maria chama você, em seu ritmo você vai constatar, com algo de muito claro em sua consciência, os momentos nos quais é a personalidade que se exprime, os momentos em que você está na resistência, os momentos nos quais você está totalmente abandonada e os momentos nos quais você desapareceu, completamente.

Isso quer dizer que conduzir um automóvel ou fazer qualquer coisa que pareça necessitar sua consciência comum far-se-á com a maior das facilidades, na condição de que você faça como Cristo:

 "Pai, eu entrego o meu Espírito em suas mãos. 

Que Sua Vontade seja feita e não a minha".

E é isso, essa experiência, e você vai reparar, não como havia explicado Sri Aurobindo há cinco anos, a noção de basculamento, de switch da consciência, aí você o vivia, não é?

Talvez, facilmente, ou dificilmente, mas, aí, você vai ver o switch mesmo, de modo a habituar-se, eu diria, ao switch final e definitivo, quer concirna ao que se chama a morte do indivíduo como qualquer fim de vida nesse mundo, ou o fim coletivo dessa dimensão, que está em fase de atualização por toda a parte.

Então, é claro, isso não é fácil, porque a fusão dos Éteres em vocês, a fusão, a Obra no Branco que termina agora, que é concluída, que termina tudo o que vocês puderam viver como experiências, não, unicamente, nessa vida, mas no conjunto de sua consciência em peregrinação nesse mundo falsificado.

Tudo isso é uma espécie de acréscimo, de recapitulação e, eu diria, em outros termos, um acerto final de contas, porque você não pode ser livre enquanto há, ainda, algo a deixar liberar-se.

E essa noção de deixar liberar-se é muito importante, mas não há qualquer risco, simplesmente, você vai descobrir, por si mesma, em qual tipo de serviço você está.

Será que é o serviço para Si e, portanto, de algum modo, o ego espiritual, ou será que é o serviço para o outro, que nada mais é do que você mesmo?

Será que, então, realmente, as barreiras, os a priori, os condicionamentos foram-se, todos?

Eu repito, quer você seja liberado vivo ou não, porque há, às vezes, hábitos que estão aí, comportamentos que estão aí, sobre os quais não é preciso trabalhar.

Acabou tudo isso, trabalhar sobre os pequenos diabos, trabalhar sobre as egrégoras, sobre as memórias, é preciso trabalhar, entre aspas, sobre o instante.

Mas o instante presente, o aqui e agora não é um trabalho, é um olhar, e você verá, cada vez mais claramente, e você chegará, mesmo, em alguns casos, a tratar-se de todos os nomes de pássaros a si mesmo, porque você verá, muito claramente, os momentos nos quais está no coração e os momentos, como eu disse, nos quais você coloca o coração atrás e apresenta sua personalidade à frente.

Portanto, é essa espécie de alquimia final que deve, se já não foi feito, eu repito, liberado ou não, levá-lo a esse ponto de reversão final, ou seja, o momento no qual você permanece, quaisquer que sejam as circunstâncias de seu corpo, de sua vida, nesse estado de resiliência, de equanimidade, de Paz, em suma, na Morada de Paz Suprema.

Você não poderá mais ser enganado por si mesmo, nem por quem quer que seja, porque há, nesse aqui e agora, a capacidade de ver em consciência, para além da culpa, para além das responsabilidades que pertencem a esse mundo, o que pode restar a pôr em adequação.

Então, é claro, é mais agradável efetuar essa passagem em lucidez, é claro, como no Livro dos mortos, do que de maneira inconsciente.

É isso que se joga nesse momento e que é, certamente, a melhor das preparações para cada um de vocês, em função do que há a viver.

Então, eu escuto a segunda questão, e eu me vou.

Dizem-me, mesmo se é uma questão que me concirna, que é preciso girar.

QUESTÃO 2: na noite passada, ouvi meu nome três vezes. Isso tem um significado?

Sim, é claro, eu o remeto a uma canalização... bom, não vamos dar datas, saímos das datas, como eu disse.

Eu, simplesmente, exprimi, em diversas reprises, que ser chamado pelo nome, há duas possibilidades: ou você o ouve de um lado ou do outro, ou você o ouve, diretamente, no interior.

Três possibilidades: se você o ouve, distintamente, do lado direito, é alguém que o chama, um desencarnado que vem falar-lhe; se você o ouve à esquerda é, certamente, o Canal Mariano, e se você o ouve no coração não é a voz interior ou o pequeno caminho da infância, é muito mais do que isso.

É a Unidade, nossa Unidade comum que se exprime em seu interior, ou seja, você integrou os 24 Anciões, as 12 Estrelas, a Confederação Intergaláctica, os planetas, os sistemas solares e, também, os Arcanjos.

E, portanto, a partir do momento em que os véus não estejam mais aí, nesses momentos, efetivamente, há uma disponibilidade para ser chamado por Maria.

Já há alguns anos, alguns ouviram o próprio nome; era o Apelo de Maria individual.

Hoje, muitos de vocês ouvem seu nome, de diferentes modos; isso significa, simplesmente, que todos os véus foram rasgados.

Estando os véus rasgados, totalmente, a estruturação da Luz Vibral que se derrama, inteiramente, sobre esse corpo efêmero e no interior de suas Coroas, das Estrelas e das Portas, a Onda de Vida também, dá-lhe a ouvir ser chamado.

É a Eternidade que o chama.

Então, poder-se-ia dizer que é Maria, é uma Estrela, mas qual importância tem isso?

É, simplesmente, um chamado para viver a Eternidade.

Isso prova, simplesmente, que você rasgou os véus e que não interfere mais, em todo caso, nesse momento, com... (e eu falei, eu gritei, mas tudo bem. Então, eu fico, obrigado, e eu saio em seguida. É o problema, porque, aí, eles não estão contentes hein:. Prometo, não vou recomeçar).

Aí está a resposta, ela é muito curta, e eu me vou, antes de escutar a questão, isso será mais seguro.

E eu lhes digo, talvez, até já.



Proxima: Questão 3 
Resposta: Ma Ananda Moyi.




Post. e Formatação
Semeador de Estrelas

http://semeadorestrelas.blogspot.com

Tradução e Divulgação
Célia G.
Leituras Para o Filhos da Luz

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