15/06/2015

O.M. AÏVANHOV e O ESPÍRITO DO SO -II/II-1ªp.

Ensinamentos de Abril de 2015 


"Enquanto você é sensível ao olhar dos outros,
 você não é você mesmo".


13 de mai de 2015

O.M. AÏVANHOV

Questões / Respostas
1ª Parte

Bem, caros amigos, eu vejo que vocês aproveitaram para parar, enquanto eu não estava aí e o Espírito do Sol saía.

Eu tenho boa nota que nos resta certo tempo, antes de deixá-los partir, não é?

Então, vamos, imediatamente, continuar os questionamentos, se quiserem.

Questão: em sonho, um leão apareceu-me, ele queria agarrar-me. Eu o vi como o elemento Fogo, e eu quis chamar um dos quatro elementos para acalmar a cólera dele, mas eu não sabia qual. Pode-se chamar os elementos em um sonho, quando uma dificuldade apresenta-se?


Seria preciso deixar-se comer pelo leão, é uma de suas linhagens, portanto...

É um sonho, não?

Qualquer que seja a raiva do sonho, se o leão quer comê-lo, deixe-se comer.

Não era um Draco, era um leão.

Portanto, tudo isso corresponde ao aparecimento de uma de suas linhagens, todo mundo sabe que os Arcturianos são, por vezes, um pouco delicados, hein, não é?

Então, eles são grandes cientistas, extremamente rigorosos, que falham, por vezes, na pedagogia, mas são seres notáveis.

Então, se um leão quer comer você, mas ofereça-se.

Agora, saber se você pode chamar um elemento em seu sonho, se você é capaz de agir em seu sonho, o que é o caso, para alguns irmãos e irmãs, então, faça-o.

Mas não tenho certeza que você ganhe com um leão, querendo apaziguá-lo.

O único modo de apaziguá-lo é deixar-se comer.

E eu lembro, sempre, de que o que é importante é o que é absorvido do que se revela em você.

É similar para os alimentos.

E, ao nível dos sonhos, é claro, que tocam, diretamente, os animais e as linhagens, se um leão quer comê-lo, isso corresponde ao esclarecimento de uma de suas linhagens, qualquer que seja a gentileza, eu diria, ou o terror que você possa sentir em relação a um leão que quer estalá-lo nos dentes.

Mas isso não é importante.

E, agora, para os elementos e os Triângulos elementares, os modos pelos quais você vai servir-se deles são inumeráveis, é claro, e é a você que cabe decidir em quais circunstâncias você vai servir-se deles, mas, nesse sonho, é claro, eu não estou certo de que seja a melhor conduta a adotar.

O importante não é que ele coma você ou não, que você faça os elementos ou não, é que você tenha visto, em sonho, esse animal.

Isso é fundamental.

Então, você pode fazer amor com o leão, ele pode comer você, pode haver múltiplas circunstâncias, o cérebro vai traduzir isso com as imagens que ele pode, se se pode dizer, a consciência também.

Sobretudo, quando a consciência comum não está mais aí, o que é o caso do sono.

Então, aí está o que eu posso dizer.

Eu nada mais tenho a acrescentar aí, passemos à questão seguinte.

Questão: se um parente censura-nos de estar demasiado no espiritual e não ancorado o bastante, pôr Cristo à frente basta?

Basta para quê?

É isso a sequência da questão.

Porque o que é que você quer, através dessa confrontação?

É que o outro o deixe tranquilo?

É que você adere ao ponto de vista dele?

Ou que você permaneça em seu ponto de vista?

É claro, Cristo entre os dois.

Mas alguém... como eu disse: «É aquele que diz que é».

Então, é claro, estar demasiado no espiritual, a priori, isso, estritamente, nada tem a ver com o fato de não ter os pés no chão.

Você pode ser muito espiritual e, se está Aqui e Agora, a questão de ser demasiado espiritual ou não enraizado não se coloca.

Então, o que queria dizer essa questão?

É que, segundo o ponto de vista daquele que faz essa observação, ele julgou, do ponto de vista dele, que havia demasiado... que faltava ancoragem e, como é «aquele que diz que é», eu o deixo imaginar a sequência.

Há, hoje, e você vai, também, dar-se conta disso, se já não é o caso – mas eu creio que eu já disse isso, quando de uma resposta anterior, mas eu completo – você tem a impressão de que há coisas a resolver, nas relações de casal, com os amigos, com tudo, de qualquer forma.

E, quando nós dizemos para pôr Cristo à frente, isso não é no objetivo de que o outro mude de ponto de vista ou que ele pare de importuná-lo, é para que cada um desapareça de seu ponto de vista, porque o ponto de vista pertence-lhe.

Portanto, ver em uma pessoa ou alguma coisa, seja verdadeira ou falsa, isso não tem qualquer espécie de importância, é algo que é visto.

E é similar em si.

Não é para resolver, no sentido em que você o entende, o ponto de vista de um e o ponto de vista do outro, ou sua dificuldade interior em relação a uma escolha ou a dois pontos de vista, o objetivo é fazer desaparecer, mesmo, a questão, não é ali aportar uma resposta.

Agora, assim que alguém lhe diga tal ou tal coisa, é preciso escutar.

Isso não quer dizer que seja necessário aquiescer nem refutar nem mandar a pessoa passear, você toma isso como algo que o atravessa.

Mas, se você reage com a pessoa, você vai dizer que não é verdade, vai dizer ele me importuna – sendo polido – ou, então, você vai pôr Cristo para proteger.

Não, Cristo o faz atravessar a ilusão da pessoa, tanto a sua como a dele.

Portanto, há um espaço de resolução que é independente de você, uma vez que ele se faz por Cristo.

Mas é suficiente, no sentido em que não haverá qualquer um que mude de ponto de vista ou, então, os dois mudam de ponto de vista.

Você sabe muito bem que o que você vê do exterior, junto a alguém será, sempre, colorido pelo que você é como pessoa, e você tem, ainda, um corpo.

Portanto, ou você desaparece e sua pessoa apaga-se diante da Graça, mas, o que quer que seja, não se perca em tergiversações de saber quem está errado, quem tem razão, porque ambos têm razão.

Um, porque ele vê algo junto ao outro – que o outro não vê – e que, nele, há exatamente a mesma falha, mesmo se ele pense que é exatamente o inverso.

Então, assim que emirja algo da ordem, eu diria, da dissonância, não é um julgamento dizer a alguém, por exemplo: «Você é demasiado espiritual, você não está ancorado».

É a percepção que você tem disso.

Mas há outra verdade do que dizer: «Ela é demasiado espiritual» ou, então, «Ela não está ancorada o bastante» ou, então, «É preciso que ela reequilibre alguma coisa».

Eu repito: «Ocupe-se de seu traseiro».

Mesmo com sua mônada, se você está em casal monádico, mesmo com seu pai ou seus filhos.

Eu não falo, é claro, do papel educativo, eu falo, verdadeiramente, de quando você está nesse gênero de interrogações e de relação.

Você pode, mesmo, encontrar isso, independentemente de qualquer noção espiritual, nos fatos e gestos da vida quotidiana.

Você pode ter alguém, por exemplo, que reivindique alguma coisa, e o outro que diz: «Mas isso não é verdade, o que você diz é falso» ou «O que eu digo – ou o que eu vejo – não corresponde a isso».

É preciso ser capaz de exprimir seu ponto de vista sem exercer, de maneira alguma, uma predação, é claro, mas, mesmo, uma influência, sabendo que o que você diz volta a você e é iluminador, tanto para você como o que você viu no outro.

São, ainda, histórias de pessoas.

Na Graça, há o que entre duas pessoas ou entre você e você mesmo, Eterno, efêmero?

A mesma coisa: a Paz, a Dança, o Silêncio, a Alegria, a própria Evidência, mesmo sem vibração.

Isso já aconteceu a todos vocês, então, o que vocês procuram?

Ter razão?

Estar errado?

Reconhecer seus erros?

Ou viver o Amor?

Ou seja, uma relação que não depende mais de duas pessoas, mas de Cristo.

É um hábito e uma ginástica a tomar, porque, aí também, isso vai bater, eu diria, de maneira vulgar, isso vai bater cada vez mais forte, tudo isso.

Outra questão.

Ah, não, não, não.

Ah não, eu me esqueci, ele não me larga, hein?

… Silêncio…

Aí está, eu permaneço para a próxima questão, porque eu falo mais rápido do que o Espírito do Sol, de qualquer forma.

Questão: eu parei minha atividade profissional, as atividades que eu gostava interessam-me menos, e minha vida social está completamente reduzida. Eu me sinto defasado. Você tem um conselho a dar-me?

Essa defasagem é, verdadeiramente, um alinhamento consigo mesmo.

Você está defasado em relação aos outros, mas não em relação ao que você é, então, por que colocar-se questões?

Porque há, ainda, uma pessoa que vê essa defasagem.

Mas há, de qualquer forma, decisões que foram impulsionadas ou pela pessoa ou pela Luz, ou que se produziram pela própria influência da Luz que bate em você, pouco importa.

A solução é que você não está defasado e que, se você entra, total e integralmente em si, talvez, a criatividade, a sociabilidade vá voltar ou, talvez, não.

Talvez, seu papel seja, justamente, de reforçar, sem nada fazer, o que você é, na Eternidade, e que, para você, talvez, haja necessidade de podar, eu diria, de restringir o que, no entanto, podia agradá-lo, mas que não basta, hoje, não para exprimir sua Consciência Superior ou seu Supramental, mas para sua Liberação.

Então, não há, necessariamente, que retificar o que quer que seja.

Continue a observar o que se desenrola, continue a entrar em sua intimidade, continue a viver essa alegria e esqueça-se dessa noção de defasagem.

Porque, mesmo aqui, vocês são, todos, defasados em relação ao senso comum.

Aliás, você viu, se você vai ver um terapeuta, ele ficará em pânico.

Ele vai dizer-lhe que você não tem mais alma, que sua alma está ao lado, que você plana a dez milhas.

Mas, é claro, eles têm um ponto de vista pessoal, aquele do terapeuta que está inscrito nessa dimensão.

Então, é claro, é, por vezes, útil, mas não se ponha contra, nesses casos, das observações que são, justamente...

E é a ilustração, também, em relação à questão anterior, aquele que é materialista vai, sempre, achar que o outro é demasiado espiritual, não é?

Você não é, jamais, demasiado espiritual, exceto se é uma fuga ou uma negação, mas isso é você que sabe.

Mas você não será, jamais, demasiado espiritual.

Poder-se-ia dizer, ao limite, que você seria um pouco demasiado, se passasse vários anos em Samadhi, mas as circunstâncias da época de Ma Ananda não são as mesmas que aquelas de hoje.

Mas o sentimento de estar defasado, enquanto você faz isso porque você não sentia mais o impulso para aquilo e, depois, encontrar essa defasagem, prova que você é, de qualquer forma, sensível ao olhar do outro.

E, enquanto você é sensível ao olhar dos outros, você não é você mesmo.

Será que aquele que está, ele mesmo, em sua Eternidade, mesmo se ele esteja aí e esteja no Serviço à Luz ou no serviço ao outro, tem necessidade do que quer que seja mais do que ser o que ele é?

É, sempre, a pessoa que vai procurar justificativas, explicações, movimentações disso ou daquilo, porque a vida social é importante, quando se está encarnado, mesmo se ela se limita.

Ela é importante, também, no interior de si, porque há uma noção de troca, há as noções de confrontação, também, que são importantes.

Todos os encontros que vocês têm, todas as frases que são ditas, hoje, vocês o veem através de mecanismos de sincronia muito bizarros, que voltam, o tempo todo, por exemplo, nos horários, por exemplo, nas coisas que lhes acontecem assim, e que parecem estranhas.

Não defasadas, mas estranhas, porque não correspondem, eu diria, ao consenso coletivo da sociedade e do ser humano em geral.

Você deve tornar-se humilde e voltar a tornar-se humano, mas em sua aceitação a mais ampla, ou seja, ao mesmo tempo, humano, mas não completamente humano, mas, também, com esse corpo de Eternidade e toda essa consciência da Última Presença, da Infinita Presença e do Absoluto que se desvenda por ele mesmo, agora.

Então, é claro, isso gera situações de confronto.

E, como eu tive a oportunidade de dizê-lo, há uma hora ou duas, tudo isso, se querem, faz parte dos espaços de resolução, mesmo se haja confrontação.

E haverá resolução assim que você coloque Cristo e que retorne a si mesmo o que você tenha dito.

Porque o que você diz ao outro, se o outro é você, dê-se conta, se você coloca uma distância com o outro, dizendo: «O outro me disse isso e eu não estou de acordo», isso quereria dizer que você está além da pessoa e que o outro está, ainda, na pessoa.

Não, isso quer dizer que vocês são duas pessoas e que a confrontação de duas pessoas é o elemento que os fará desaparecer.

E, se as coisas transformam-se e uma das pessoas desaparece, é que isso devia ser assim.

Você deve acolher, na mesma Alegria da Eternidade, o que quer que se produza nesse efêmero, quer seja o planeta grelha, o Apelo de Maria, a guerra, a paz, a perda do que quer que seja ou, ao contrário, a herança de uma fortuna, tudo isso deve deixá-lo indiferente.

Não porque você seja indiferente, não porque você não quer ver e está na negação ou na raiva e está na negociação, mas porque você aceita que você não é isso.

Mas que, entretanto, o efêmero vive-o e que você não tem mais, doravante, verdadeiramente, o tempo nem os meios de resolver isso pela discussão, a conversação ou a argumentação.

Caso contrário, você entra no quê?

Na negociação.

E você atrasará muito mais seu mecanismo de desaparecimento.

Ah sim, eu havia esquecido, ainda...

… Silêncio…

Eu escuto a próxima questão e vou despertar o Espírito do Sol.

Ele acorda, sempre, quando me diz para não me esquecer de algo, mas, bem...

Questão: como o observador funde-se com o observado?

Sim, e se você observa um muro, como você se funde com o muro?

Fundir-se é desaparecer.

Não é querer que ambos desapareçam, uma vez que é o termo intermediário, que é Cristo, que os faz desaparecer, quando você aceita colocá-Lo à frente de si ou entre vocês, não é?

Portanto, aí, não é questão, nesse Face a Face com o outro, você deve respeitar o Face a Face de cada um.

Isso quer dizer o quê?

Do mesmo modo que na questão anterior, isso quer dizer, simplesmente (ele não está contente, o Espírito do Sol, mas isso não é grave), isso quer dizer, simplesmente, que você não desapareceu.

Você não pode desaparecer com um esforço da pessoa, uma vez que a pessoa – você vai perceber isso – não lhe é de qualquer utilidade nesse gênero de problemática.

A pessoa é-lhe útil, é claro, ainda, para dirigir, para fazer as coisas as mais, digamos, comuns desse mundo, que você é obrigado a fazer.

Mas, assim que você toca o que se chama a relação entre o observador/o observado, a menos que, aí, ela fale do observador/observado para a mesma pessoa, mas eu não acredito.

O observador e o observado evocam a noção de dois ou, se prefere, sujeito/objeto, mesmo se não seja um observado de consciência humana, mas é o mesmo princípio.

Você não pode fundir-se nesse sentido.

Você já viveu as fusões, as comunhões, as dissoluções que eram ligadas a deslocalizações da consciência.

Aí, não lhe é solicitado para deslocalizar sua consciência nem absorver ou fundir com a outra consciência, uma vez que vocês são o mesmo.

Você quer fazer de dois, Um.

Não, é preciso fazer, de dois, Três, porque o Três em Um, se o terceiro termo não está aí, isso para nada lhe serve.

Pôr o Amor à frente é isso.

Não é querer resolver alguma coisa; é, custe o que custar e seja como for, pôr Cristo, sem parar.

Então, é claro, se você duvida, isso não funcionará.

Isso não quer dizer, tampouco, que isso vai fazer-se sempre.

Porque, às vezes, pouco importa, ainda, se é o observador, o observado que está em causa, mas, se a situação é produzida, é que ela deve produzir-se.

Então, não venha queixar-se contra uma situação ou outra pessoa que venha perturbar sua paz, porque, se ela vem perturbar sua paz, isso quer dizer o quê?

Isso quer dizer, simplesmente, que você não estava, totalmente, na paz, caso contrário, ele não pode vir perturbar sua paz.

Você vê o que eu quero dizer?

É aquele que diz que é.

E tudo o que acontece está aí, eu repito, apenas para conduzi-lo a isso.

E se você dá meia-volta, dizendo: «É preciso que eu encontre uma técnica para suavizar isso», você suavizará nas pessoas, mas não no Espírito.

O Espírito não é concernido por isso.

E, depois, isso se tornará, aqueles que estão, realmente, liberados, vivem-no, tudo é evidência, tudo é significativo em por si mesmo, não por uma explicação, mas pelo fato de que isso se produza, o que quer que se produza.

Depois, eu deixo, verdadeiramente, o lugar.

Eu nem escuto, mesmo, a questão.

… Silêncio…

Continua 2ª parte
(em formatação)

Questão: o número de seres liberados vivos aumentou?



Post. e Formatação
Semeador de Estrelas

http://semeadorestrelas.blogspot.com

Tradução e Divulgação
Célia G.
Leituras Para os Filhos da Luz

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